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Bill Clinton sobre Epstein: "Não vi nada e não fiz nada de errado"

Ex-presidente dos Estados Unidos foi ouvido esta sexta-feira pelo Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA.

27 de fevereiro de 2026 às 17:35

"Não fiz nada de errado" e "não fazia ideia dos crimes" de Jeffrey Epstein. Foi assim que Bill Clinton se defendeu ao ser ouvido pelo Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes, em Chappaqua, Nova Iorque, esta sexta-feira, sobre as suas ligações a Jeffrey Epstein.

“Embora o meu breve contato com Epstein tenha terminado anos antes dos seus crimes virem à tona, e embora eu nunca tenha testemunhado, durante as nossas interações, qualquer indício do que realmente estava a acontecer, estou aqui para oferecer o pouco que sei para que isso possa impedir que algo assim volte a acontecer”, disse Clinton, numa declaração que também foi publicada nas redes sociais.  

O ex-presidente dos Estados Unidos, de 79 anos, prosseguiu dizendo que “não fazia ideia dos crimes que Epstein estava a cometer” e que não viu nada que o fizesse questionar. “Não vi nada e não fiz nada de errado”, reforçou.

Na quinta-feira, Hillary Clinton prestou depoimento durante várias horas perante a comissão, no qual afirmou não se lembrar de alguma vez ter conhecido Epstein. Disse também que conhecia Ghislaine Maxwell apenas superficialmente e que não tinha conhecimento das suas atividades criminosas. O marido mostrou irritado com o facto de ela ter sido chamada a depor.

“Antes de começarmos, preciso falar sobre algo pessoal. Vocês obrigaram Hillary a depor. Ela não tinha nada a ver com Jeffrey Epstein. Nada!”, começou por dizer Clinton. “Intimar 10 pessoas ou 10 mil, incluí-la a ela foi simplesmente errado”, acrescentou.

A amizade entre Bill Clinton e Epstein, entre 1990 e aproximadamente 2003, está bem comprovada, nomeadamente através de fotos. O pedófilo visitou a Casa Branca durante o governo Clinton e este voou no avião de Epstein diversas vezes, apesar de afirmar que nunca visitou a sua ilha nas Caraíbas.

“Como alguém que cresceu num lar com violência doméstica, eu não só não teria viajado no avião dele se tivesse a menor ideia do que ele estava a fazer, como eu mesmo o teria denunciado e liderado o clamor por justiça pelos seus crimes, e não por acordos escusos”, disse Clinton. “Não importa quantas fotos vocês me mostram, há duas coisas que, no final do dia, importam mais do que a vossa interpretação dessas imagens de há 20 anos”, acrescentou. “Eu sei o que vi e, mais importante, o que não vi. Eu sei o que fiz e, mais importante, o que não fiz.”

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