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Famosas escandalizadas com anúncio de chip subcutâneo que controla namorados

Celebridades abordaram a controvérsia à volta do dispositivo RelationChip.

12 de fevereiro de 2026 às 10:49

Pouco antes do Dia dos Namorados, começou a ser publicitada em Portugal uma nova tecnologia de controlo de relações, o RelationChip. Trata-se de um chip que se coloca debaixo da pele e que, através de uma aplicação, permite aceder à localização, lista de contactos, redes sociais e palavras-passe dos parceiros, sob o mote: "Dois chips, um namoro, zero segredos."

Rapidamente este anúncio gerou grande controvérsia nas redes sociais, com várias famosas a mostrarem a sua indignação. Inês Castel-Branco foi uma das figuras que se insurgiu contra a ideia. Numa publicação no Instagram, a atriz mostrou a sua indignação: "Estão a vender isto como se fosse uma coisa boa! Eu estou completamente escandalizada! Acho que isto é para lá de tóxico, e gostava de saber a vossa opinião, porque eu estou revoltada."

Inês Castel-Branco não foi a única a mostrar o seu choque perante esta invenção. A radialista Ana Markl, irmã de Nuno Markl, escreveu no seu Instagram: "Como é possível amarmos alguém que não queremos que exista além de nós, do nosso olhar sobre si? Cada um de nós tem direito a uma vida não vigiada (...)".

Também Inês Marinho, fundadora da associação 'Não Partilhes' e voz ativa na consciencialização sobre relações abusivas comentou: "Parabéns, conseguimos capitalizar o abuso e o controlo nas relações (...) Como é que é legal vender, incitar e publicitar isto?". Maria Sampaio e Kiko is Hot são outras figuras que mostraram a sua indignação face ao novo produto.

Apesar da revolta, outras figuras acreditam que tudo isto não passa de uma campanha de marketing feita para denunciar relações tóxicas. Nos comentários da publicação de Inês Castel-Branco, outras figuras públicas disseram de sua justiça: "Estou maldisposta. Por favor que isto seja uma campanha de alerta de relacionamentos tóxicos!", escreveu a atriz Sara Prata. "Acho que isto é uma campanha de marketing contra os relacionamentos tóxicos, a ver vamos…", disse Jessica Athayde. E tinham razão.

No meio de toda a polémica, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, APAV, anunciou que o RelationChip não passa de uma campanha de sensibilização: "O RelationChip foi um produto fictício criado pela APAV para chamar a atenção para comportamentos controladores no namoro que, muitas vezes, já fazem parte do dia a dia dos jovens através do telemóvel, de forma normalizada."

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