Atriz está neste momento em cena com a peça 'Brokeback Mountain', no Teatro da Trindade
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– Tinha visto o ‘Brokeback Mountain’ há muitos anos. Há alguns 15, talvez. Gostei muito do filme mas não foi isso que me fez aceitar o papel. Oconvite foi-me endereçado pelo Daniel Gorjão, há mais de um ano, e eu tinha muita vontade de trabalhar com ele como encenador. Por outro lado, queria muito voltar ao teatro. Tive uma experiência, há uns dez anos, com a companhia Palco 13, mas nunca mais fiz.
– Houve um convite que não pude aceitar porque estava a trabalhar fora do País e depois, realmente, não chegaram mais convites. Com pena minha, pois sempre foi algo que queria fazer. Crescemos a ouvir que o teatro é que é. Que os atores têm de fazer teatro. E embora eu ache que os atores devem é fazer tudo, tinha vontade de experimentar. Ao mesmo tempo, tinha receio de me atirar a uma protagonista... Este convite foi ótimo: estou em palco, a ver trabalhar pessoas cheias de talento, mas não estou no centro das atenções. Encaro este projeto como uma possibilidade de aprendizagem. E estou a adorar.
– É verdade. Não me posso queixar. Não há tantos projetos em Portugal quanto seria desejável – acho que todos os atores portugueses dizem o mesmo – mas internacionalmente tenho tido muito trabalho, e trabalho muito bom. Estou muito feliz com o percurso que tenho feito.
– Sim. Tenho sorte nesse sentido. Posso viver a trabalhar naquilo que gosto. Consigo pagar as minhas contas e ter uma vida. É ótimo.
– Apenas a possibilidade de fazer projetos diferentes e de conhecer pessoas novas. Nunca foi um sonho para mim ir para Hollywood, por exemplo. Mas trabalhar no mercado europeu, sim. Sempre quis. É o mercado de que gosto mais: os filmes de que mais gosto são europeus. Ter experiências que aqui não teria – por causa dos orçamentos reduzidos com que se trabalha em Portugal. Mas a projeção internacional... Não sinto que me traga mais oportunidades em Portugal, por exemplo: não conta muito.
– Sinto que preciso de dar um rumo novo à minha carreira em Portugal. E se calhar, depois deste projeto de teatro, haja outro. E que um realizador com quem nunca trabalhei me veja e tenha vontade de trabalhar comigo... Estou expectante.
– O cinema português é, maioritariamente, o que se chama cinema de autor. Depende completamente do financiamento público e não pode viver da bilheteira. As pessoas não vão ao cinema tantas vezes quantas nós gostaríamos e quando o fazem não penso que seja por ter o ator ‘x’ ou ‘y’. Oque me parecia importante era mudar a cabeça do público. Começar nas escolas, na educação. Se calhar, em vez de juntar o Ministério da Cultura com o Ministério do Desporto, faria mais sentido juntá-lo com o Ministério da Educação. Passei por isso: quando era miúda não via filmes portugueses porque nunca me foram mostrados. É uma falha gigantesca. Não valorizamos o que fazemos e isso enche-me de tristeza.
– A seguir vou fazer uma série da Promenade Films. Uma série sobre quatro psicopatas portugueses em que interpretarei uma versão adaptada da Luísa de Jesus, que foi uma mulher horrível na História de Portugal. Supostamente terá assassinado 28 crianças. Esse episódio vai ser realizado pela Leonor Teles, com quem queria muito trabalhar. Vai ser exibida na RTP, que tem estado a fazer grandes séries. Tenho pena que as pessoas se percam nas plataformas e não se detenham naquilo que de bom se está a fazer por cá. Há outros projetos, mas nada está fechado ainda. Vai ser um ano cheio de trabalho.
– Comecei a trabalhar numa altura em que as redes sociais não tinham o peso que têm agora e não eram determinantes para construir uma carreira. Consegui encontrar o meu sítio sem ter de recorrer a elas. Tenho pena que hoje em dia as redes sociais sejam tão determinantes. Embora a nova geração se adapte bem a isso. Mas sempre fui muito reservada. Nunca fez sentido para mim expôr-me a nível pessoal. Não o faço em circunstância alguma. Não seria, sequer, natural. Já aconteceu perguntarem-me se tenho conta no TikTok e, perante uma resposta negativa, perderem o interesse em convidarem-me para determinado projeto. Claro que é triste mas é o mundo em que vivemos.
– Tenho um cão, que já me dá muito trabalho. Não. Tenho 33 anos, sou muito nova. E se acontecesse, iria fazer os possíveis e impossíveis para que não se soubesse. É algo tão privado. Não sei mesmo. Não é uma resposta que eu possa dar.
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