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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Juan Carlos ‘expulso’ de Espanha

Decisão de sair do país não terá sido voluntária para o rei emérito.

07 de agosto de 2020 às 01:30

Afinal, abandonar Espanha pode não ter sido uma opção voluntária para Juan Carlos. A sua saída do país estava a ser pensada há vários meses pelo filho, Filipe VI, e também pela nora, Letizia, numa tentativa de se distanciarem dos escândalos de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal em que o rei emérito está envolvido. O objetivo é recuperar e salvar a reputação da monarquia espanhola para que Leonor, a herdeira ao trono, suceda um dia ao pai, num momento em que já se pede um referendo ao regime.

"Juan Carlos não era a favor de deixar Espanha. E a presunção de inocência?", disse a jornalista Esther Jaén, amiga de Letizia Ortiz, no programa ‘Espejo Público’, sobre a carta enviada pelo rei emérito ao filho, a dar conta da sua ‘decisão’.

De acordo com a ‘Vanity Fair’ espanhola, não só o exílio de Juan Carlos não foi voluntário como foi uma imposição da nora, com quem sempre manteve uma relação difícil. Entretanto, o ‘El Espanhol’ revela que o governo de Pedro Sánchez estava a par do que foi acordado entre Felipe VI e o pai, tendo o tema sido articulado entre o Palácio da Zarzuela e o Palácio da Moncloa durante semanas.

Enquanto isso, o paradeiro de Juan Carlos permanece desconhecido, com algumas fontes a insistirem que está em Portugal, na zona de Azeitão ou em Cascais, onde passou parte da sua juventude. A Casa Real mantém o silêncio sobre o seu destino.

Sánchez em ‘casa real’

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