A manequim angolana diz que foi vítima de "abuso físico, emocional e financeiro" por parte do marido, que vive na casa dela em Portugal com a amante.
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Num relato chocante, Maria Borges, modelo angolana bem conhecida em Portugal e com uma carreira internacional invejável, denuncia uma década de abusos às mãos do ainda marido, Perikles Balde Fernandes Mandinga. Num comunicado partilhado na sua página do Instagram, o 'anjo' da Victoria's Secret, de 33 anos, que já desfilou para marcas de alta-costura como Givenchy, Jean Paul Gaultier, Kenzo, Pacco Rabanne, Tom Ford ou Oscar de la Renta, revelou como ainda teme pela própria segurança, e a da filha, uma vez que o ex-companheiro só aceita o divórcio se ela lhe der acesso total à sua conta bancária.
Num longo texto, Maria Borges diz que o homem com quem manteve uma relação durante mais de uma década e com quem tem uma filha chegou a agredir também membros da sua família, que lhe roubou "centenas de milhares de dólares" e que se apropriou da sua casa com outra mulher. Agora que encontrou coragem para falar, a modelo partilha ainda um vídeo que mostra a faceta violenta de Perikles.
"A maioria das pessoas conhece-me como uma supermodelo angolana que saiu de um orfanato para as passarelas internacionais. As pessoas veem as luzes, as câmaras, a moda e a confiança. Veem a força que demonstro ao mundo. O que muitos não veem é o medo que tenho sentido em silêncio durante anos. Elas são partes da minha vida que eu nunca partilhei porque eu tinha vergonha, humilhação e medo pela minha segurança", começa por escrever a manequim.
"Hoje, decidi falar. Deveria ter falado há muito tempo, mas o medo manteve-me calada. Estive numa relação durante dez anos com um homem chamado Perikles Balde Fernandes Mandinga, que abusou de mim de todas as formas possíveis. Experimentei abuso físico, emocional e financeiro. Ele também levantou a mão contra as mulheres da minha família", revela, referindo que chamou várias vezes a polícia.
"Tenho relatórios policiais de violência doméstica nos Estados Unidos e em Portugal. Tenho provas de tudo o que estou a dizer. Tenho a custódia total da minha filha nos Estados Unidos e documentos que provam que ele nunca nos deu um único cêntimo para nos sustentar. Cresci sem pais. Ele sabia que eu era jovem, bem sucedida, financeiramente estável e confiante. Ele sabia que eu não tinha ninguém para me guiar ou proteger. E ele aproveitou-se disso. Eu estava profundamente apaixonada e acreditei nas suas boas intenções, não assinei um acordo pré-nupcial e ele roubou-me centenas de milhares de dólares, incluindo propriedades que ele nunca contribuiu financeiramente para adquirir", continua.
A modelo conta que a situação ganhou contornos insólitos quando o ex-companheiro foi viver para a sua casa em Portugal na companhia da nova namorada e da filha de ambos: "Quando engravidei da minha filha, continuei a sustentar a minha família, preparando-me para criar a minha filha sozinha. Ainda a estou a criar sozinha hoje. Ele nunca nos apoiou. Ele nunca ajudou com a criança. Ele nunca contribuiu com um único cêntimo. Em vez disso, abandonou-nos ainda casado comigo. Ele engravidou outra jovem mulher e mudou-a para a minha casa em Portugal sem o meu consentimento. Até hoje, ele recusa-se a deixar a casa onde eu trabalhei. Os seus pertences, os pertences dela e os pertences do novo bebé deles continuam dentro da casa que paguei com anos de trabalho árduo", revela num relato surpreendente.
E continua: "A jovem começou a fazer o cabelo dela dentro da minha casa. Ela vestiu a minha roupa e até o meu perfume de assinatura. Uma vez convidou-me para lutar, algo que eu nunca faria porque não sou essa pessoa. Eu não a culpo. Ela também é vítima de manipulação e abuso. Nada disto é culpa dela", afirma Maria Borges, que continua "legalmente ligada a Perikles Balde Fernandes Mandinga" já que este se recusa a aceitar o divórcio a menos que ela lhe dê "acesso a todo o seu dinheiro". "Estou a lutar pela minha segurança, a segurança da minha filha e o nosso futuro", diz, sublinhando que apesar de todas as denúncias "ainda não há ninguém a protegê-la".
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