Esposa do príncipe Carlos Felipe deu conta da natureza da sua relação com o financista.
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Sofia da Suécia falou pela primeira vez publicamente sobre a sua ligação a Jeffrey Epstein, no regresso à agenda oficial após vários meses afastada da vida institucional. A esposa do príncipe Carlos Felipe retomou esta semana os compromissos públicos e aproveitou para esclarecer o seu passado com o milionário, condenado por tráfico sexual de menores e que morreu na prisão em 2019.
À chegada à Cimeira de Jovens Ctrl + Rights, a princesa explicou aos jornalistas que o contacto com Epstein foi meramente circunstancial. "Conhecemo-nos num restaurante, num ambiente social onde me apresentaram, e numa sessão de cinema com muitas outras pessoas. Felizmente, foi só isso", afirmou.
"Agora que li sobre todos os crimes terríveis que ele cometeu contra as jovens, estou muito grata por não ter tido nada a ver com ele nas poucas ocasiões em que nos cruzámos nos meus 20 anos. As minhas condolências a todas as vítimas. Espero que seja feita justiça", acrescentou.
A pressão mediática em torno da princesa intensificou-se depois de o seu nome de solteira, Sofia Hellqvist, ter surgido entre os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Inicialmente, a Casa Real sueca esclareceu que Sofia se teria cruzado com Epstein há cerca de 20 anos, apenas em contextos sociais, garantindo que nunca mais voltaram a ter contacto.
No entanto, uma investigação do jornal sueco 'Expressen' revelou novos detalhes. Segundo a publicação, após a relação de Sofia com o príncipe Carlos Felipe se ter tornado pública, Barbro Ehnbom — economista sueco-americana e figura apontada como elo de ligação entre ambos — terá enviado uma fotografia da princesa a Epstein, referindo-se a ela como "a nossa Sofia".
Outro ficheiro indica que o nome de Sofia Hellqvist constava na lista de convidados para uma exibição privada de 'Os Miseráveis' na Broadway, em dezembro de 2012, como acompanhante de Epstein. A Casa Real reagiu, garantindo por e-mail que a princesa estava na Suécia nessa data e que "não tem conhecimento de como o seu nome foi parar ao documento".
As primeiras notícias sobre esta ligação tinham sido avançadas pelo jornal 'Dagens Nyheter', que identificou Barbro Ehnbom como a pessoa que terá colocado jovens suecas em contacto com Epstein. A mesma Barbro foi apontada como mentora de Sofia na sua transição para a vida real e esteve presente no casamento dos príncipes, em 2015.
Recorde-se que Sofia Hellqvist mudou-se para Nova Iorque em 2005, após participar no reality show Hotel Paradise, seguindo-se trabalhos como modelo e campanhas publicitárias. A biografia oficial refere que, nesse ano, estudou contabilidade com especialização em desenvolvimento empresarial no Instituto de Inglês e Negócios de Nova Iorque.
No final do ano passado, depois da primeira vaga de divulgação dos arquivos, a Casa Real sueca já tinha sido clara: "As informações de que a princesa recebeu ajuda de Epstein para a sua formação como atriz ou para obter um visto para os Estados Unidos são incorretas. A princesa nunca dependeu dele nem manteve contacto com ele durante 20 anos."
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