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Correio da Manhã

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Réplicas continuam e número de mortos aumenta

Sismo em Itália já fez 281 vítimas mortais.
Tânia Pires, Daniela Vilar Santos e Pedro Zagacho Gonçalves 25 de Agosto de 2016 às 07:42
Homem resgatado em Accumoli
Sobreviventes choram em Fonte del Campo perto de Accumoli
Homem ferido em Amatrice
Equipas de resgate procuram sobreviventes nos escombros
Imagem aérea da destruição em Pescara del Tronto
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Fraldas para as crianças no centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Arquata
Casa destruída em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Arquata
Homem resgatado em Accumoli
Sobreviventes choram em Fonte del Campo perto de Accumoli
Homem ferido em Amatrice
Equipas de resgate procuram sobreviventes nos escombros
Imagem aérea da destruição em Pescara del Tronto
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Fraldas para as crianças no centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Arquata
Casa destruída em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Arquata
Homem resgatado em Accumoli
Sobreviventes choram em Fonte del Campo perto de Accumoli
Homem ferido em Amatrice
Equipas de resgate procuram sobreviventes nos escombros
Imagem aérea da destruição em Pescara del Tronto
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Fraldas para as crianças no centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Arquata
Casa destruída em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Amatrice
Centro de acolhimento em Arquata

O número oficial provisório de mortos provocados pelo terramoto que atingiu na madrugada de quarta-feira o centro de Itália subiu para 281, segundo um novo balanço feito pela Proteção Civil italiana.

Esta última atualização das vítimas mortais acrescenta três novos mortos, depois das operações de resgate nas povoações mais afetadas pelo sismo de 6,2 na escala de Richter.

Assim, a Proteção Civil contabilizou em Amatrice 221 mortos, em Arquata del Tronto mantêm-se os 49 mortos e em Accumoli as onze vítimas mortais.

Os dados da Proteção Civil revelam ainda que o terramoto provocou 388 feridos.

Desde que ocorreu o forte abalo foram resgatadas com vida 238 pessoas, precisou um porta-voz daquela entidade italiana.

A Proteção Civil italiana informou igualmente que instalou áreas de acolhimento para 3.600 pessoas em 44 locais e que estão envolvidos 6.581 efetivos nos trabalhos de resgate e de acolhimento dos desalojados.

A entidade italiana relatou ainda que até às 17h13 locais (16h13 em Lisboa) foram registados 1.059 movimentos sísmicos, dos quais 220 durante o dia de hoje. Dez destas réplicas registaram uma magnitude entre três e quatro graus na escala de Richter.

As equipas de socorro estão agora numa corrida contra o tempo para encontrar os sobreviventes que ainda estão debaixo dos escombros. Esta quinta-feira de manhã, um bebé e um menino foram salvos em Amatrice, em Itália. Quando o bebé foi salvo ouviu-se uma salva de palmas para as equipas de Proteção Civil que passaram a noite à procura de sobreviventes.  As crianças estavam debaixo dos escombros de uma casa totalmente destruída. Foram retiradas e colocados de imediato em macas para serem transportadas para o hospital. Cerca de 70% da cidade ficou arrasada com a violência do sismo.

Na quarta-feira, a história de Julia emocionou o Mundo. A menina de 10 anos esteve mais de 17 horas debaixo do que outrora foi a sua própria casa, em Pescara del Tronto. Mal ouviram os sons da menin a pedir ajuda, as equipas de socorro começaram a escavar freneticamente. "Anda, Julia, anda!", diziam enquanto a tentavam retirar dos escombros. Quando finalmente foi salva, todos se abraçaram e celebraram. Infelizmente a irmã mais nova de Julia não teve a mesma sorte e morreu após o abalo. Giorgia, de 5 anos, foi também salva na mesma localidade.

Em Amatrice, uma mulher de 80 anos, presa dabaixo de toneladas de cimento, queria ir à casa de banho. Teve que ser presuadida pelos bombeiros para urinar no local onde se encontrava, antes de ser salva e levada para o hospital.

Ocorrido na madrugada de quarta-feira, o terramoto fez 190 mortos na região de Lácio e 57 na de Marcas, figurando como um dos mais mortíferos dos últimos anos em Itália, segundo detalhou a Proteção Civil, citada pelos 'media' italianos. Matteo Renzi também informou da existência de pelo menos 368 feridos. Mais de 300 réplicas foram registadas durante esta noite

O epicentro do terramoto teve uma magnitude de 6,2 na escala de Richter, segundo o centro norte-americano de monitorização da atividade sísmica mundial USGS, e de 6,0, segundo o Instituto de Geofísica italiano. Cerca de 160 réplicas ocorreram no centro do país desde o sismo registado na madrugada de hoje, informou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia italiano. 

Estão desaparecidas 100 pessoas e há 2500 desalojados. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou à CMTV que há 4.000 portugueses nas regiões afetadas pelo sismo mas não há ainda registo de vítimas. 

As equipas de salvamento e resgate trabalharam durante toda a noite nas localidades mais afetadas - Arquata del Tronto, Pescada del Tronto, Amatrice e Accumoli - em busca das dezenas de pessoas que se estimam que estejam debaixo de escombros. 

A situação mais dramática vive-se em Amatrice, município com aproximadamente 2.000 habitantes mas que, durante os meses de verão duplica a sua população por causa dos turistas, onde prosseguem as operações de remoção dos escombros com todos os meios, em busca de sobreviventes, depois de o autarca da cidade, Sergio Pirozzi, ter garantido que havia centenas de desaparecidos.

O número de mortos vai ainda aumentar na localidade turística da região de Lácio, já que Sergio Pirozzi disse aos jornalistas que em Amatrice supera os 200, o que elevaria o balanço global facultado pela Proteção Civil italiana.

Centenas de pessoas afetadas pelo forte sismo passaram a noite em acampamentos criados pela Proteção Civil, que foram instalados em quatro áreas da zona.

Os poucos segundos que durou o terramoto foram suficientes para fazer praticamente desaparecer várias localidades das províncias de Rieti e de Ascoli Piceno, situadas sob a cordilheira dos Apeninos e a poucos quilómetros de Aquila, capital da região montanhosa dos Abruzos, onde um sismo fez mais de 300 mortos em 2009.

As

primeiras mortes confirmadas foram um casal de idosos, cuja casa, em Pescara del Tronto, na região das Marcas, colapsou, de acordo com os meios de comunicação social italianos, incluindo a emissora pública RAI, que citou os 'carabinieri'.

O presidente da câmara de Amatrice, Sergio Pirozzi, que relatou anteriormente que "metade da cidade desapareceu", também falou das dificuldades, sublinhando que "a prioridade é desimpedir as ruas" de modo a permitir a chegada de ajuda.

As autoridades fizeram, no entretanto, um apelo a pedir mais doações de sangue para que os hospitais possam fazer face às crescentes necessidades dos feridos.

O terramoto, que ocorreu às 03h36 (02h36 em Lisboa), a sudeste de Norcia, cidade da província de Perugia, na região da Umbria, teve o hipocentro a dez quilómetros de profundidade, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial.

O sismo foi seguido de diversas réplicas de 5,5 e 4,6 e 4,3, perto de Amatrice e de Norcia, e a principal, de 6, sentiu-se em Roma, a aproximadamente 150 quilómetros de distância.

As localidades mais afetadas pelo abalo foram o município de Norcia, na província de Perugia, e os de Amatrice e Accumoli, na de Rieti.

Os três municípios são localidades com poucos habitantes: Accumoli tem aproximadamente 700, enquanto Amatrice cerca de 2.000 e Norcia na ordem dos 4.000.

terramoto ocorreu muito perto de Aquila, onde um sismo de magnitude 6,3 causou, em 2009, mais de 300 mortos e devastou a região de Abruzos.

Também em 2012, um sismo com epicentro nos arredores de Modena, na região de Emilia-Romagna, em Itália, causou a morte de 16 pessoas.

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