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Suspeito de ataque em Nova Iorque foi capturado

Ahmad Khan Rahami era procurado por causa das bombas de Manhattan.
19 de Setembro de 2016 às 12:49
Suspeito de ataque em Nova Iorque foi capturado
Ahmad Khan Rahami, de 28 anos, procurado por ligação à explosão em Manhattan, foi capturado pelas autoridades americanas.

A polícia de Nova Iorque montou uma autêntica caça ao homem para apanhar Ahmad Khan Rahami. Acabaram por apanhá-lo após um tiroteio em Linden, Nova Jérsia. Durante o confronto, tanto o suspeito como dois agentes policiais ficaram feridos. As televisões mostraram em direto Ahmad a ser levado para uma ambulância, deitado numa maca.

Ahmad, de 28 anos, é suspeito de estar relacionado com a explosão no bairro Chelsea, em Manhattan. O sujeito vive em Nova Jérsia e terá nascido no Afeganistão, tendo já obtido a nacionalidade norte-americana. 

As autoridades tinham advertido que o suspeito estaria armado e era considerado perigoso. O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, em conferência de imprensa, também confirmou que poderá haver uma ligação entre a explosão desde domingo em Chelsea e as restantes bombas que foram encontradas em Nova Iorque e em Nova Jérsia. 


Obama reage aos ataques

Barak Obama dirigiu-se ao país para falar dos atentados terroristas das últimas horas. O Presidente do Estados Unidos confirmou a detenção do principal suspeito dos ataques em Nova Iorque e sublinhou que as investigações do FBI "estão a decorrer". Disse ainda não haver, nesta altura, ligação estabelecida entre o ataque com faca no Minnesota e o que se passou em Nova Iorque onde explodiu uma bomba e foram encontradas várias outras por detonar. Obama deixou uma mensagem de confiança. "Os extremistas, incluindo o Daesh, não podem determinar o nosso estilo de vida". 

O Presidente americano sublinhou a "extraordinária" cooperação entre polícias, que levou à rápida detenção do principal suspeito dos atentados.


"Ameaça terrorista é real, a nossa determinação também"

A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, sublinhou hoje que a ameaça terrorista no país é real, tal como é a sua determinação em combatê-la, após os atentados do fim de semana em Nova Iorque e Nova Jérsia.

Hillary apelou para mais esforços em matéria de recolha de informações secretas e afirmou, em conferência de imprensa, ser a única dos dois candidatos à presidência dos Estados Unidos a ter "estado associada a decisões difíceis" visando a eliminação de terroristas.

A ex-secretária de Estado norte-americana insistiu no seu "plano global contra a natureza evolutiva desta ameaça".

Ao contrário do candidato republicano, Donald Trump, que durante o fim de semana insistiu na ligação entre terrorismo e imigração, e cuja demagogia Hillary condenou, esta instou os norte-americanos a não cederem ao medo.

"Acima de tudo, quero dizer aos norte-americanos: sejamos vigilantes, não tenhamos medo. Enfrentámos ameaças no passado. Sei que enfrentaremos este novo perigo com a mesma coragem e a mesma prudência. Escolhemos a determinação, não o medo", declarou.

Clinton insistiu também na necessidade de "trabalhar de forma próxima com os aliados e parceiros" na luta contra o terrorismo.

Trump acusa Obama e Hillary de minimizarem o terrorismo

Também o candidato republicano às presidenciais americanas reagiu ao atentados das últimas horas. Trump acusa a atual administração de Obama e a candidata democrata de "minimizarem a ameaça representada pelo Daesh e outros grupos terroristas". Donald Trump vai mais longe e acusa as autoridades de não fazerem detenções de pessoas suspeitas de terrorismo por "medo de parecer mal" e diz que, com ele na Casa Branca, haverá um endurecimento no tratamento destes casos.

O candidato republicano à Casa Branca, vaticinou que "isto só vai piorar".

"Creio que é uma coisa que pode acontecer... que se calhar ocorrerá cada vez mais e mais em todo o país", declarou o candidato presidencial conservador à estação televisiva Fox.

"É uma confusão e é uma vergonha, e vamos ter de ser muito duros (...) isto só vai piorar", observou.

Trump referiu-se igualmente às possíveis "ligações internacionais" destes ataques, que tinham pouco antes sido mencionadas pelo governador de Nova Iorque, Andrew Como, e disse que acredita que existem "múltiplas conexões estrangeiras" devido a pessoas que se estão a infiltrar nos Estados Unidos para cometer atentados.

"Pode acontecer que tenhamos muitos grupos [no país], porque estamos a deixar esta gente vir para a nossa nação para a destruir e torná-la insegura para o nosso povo", disse o multimilionário norte-americano, aproveitando para insistir na sua proposta de restringir a imigração.




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