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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Grandes salas de cinema abrem portas gradualmente

Cinemas NOS exibem filmes portugueses em dias específicos, enquanto os grupos UCI e Cinema City ainda têm salas fechadas.

21 de junho de 2020 às 09:39

Desde 1 de junho que os cinemas têm autorização para retomar a sua atividade, mas nem todos optaram por este caminho, sobretudo as grandes salas. A maior exibidora nacional, Cinemas NOS, vai, a partir do dia 2 de julho, exibir filmes portugueses em dias específicos, não tendo ainda uma data para a reabertura total das suas salas. Já a cadeia UCI reabriu apenas o cinema Arrábida 20, no Porto, não existindo ainda uma previsão para o regresso às suas salas da capital (El Corte Inglés e UBBO).

As redes Cinema City e Cineplace também optaram por um regresso faseado, com a abertura dos seus espaços em Alvalade (Lisboa) e na Guarda, respetivamente. A maior exibidora até agora a funcionar na totalidade é a Castello Lopes. Contudo, a adesão do público ainda é reduzida. "Os números ainda são baixos tendo em conta o período homólogo, mas já esperávamos que as primeiras semanas fossem difíceis. O que podemos antecipar é que em termos comparativos com outros meses de referência pré-Covid, por cada 100 bilhetes vendidos estimamos vender agora entre 20 e 30", disse ao CM Rita Rio de Sousa, diretora de programação e operações do grupo.

As salas que reabriram a 1 de junho, tiveram, em duas semanas, cerca de 4600 espectadores, que deram origem a cerca de 22 mil euros em receitas de bilheteira, algumas sessões vazias e outras com lotação completa, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual(ICA).

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