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Correio da Manhã

Cultura
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Jorge Palma faz a festa e traz orquestra com Rui Massena

Músico juntou-se ao maestro e 50 instrumentistas para comemorar 45 anos de carreira.
Miguel Azevedo 4 de Outubro de 2017 às 19:54
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Jorge Palma
Jorge Palma ensaia para concerto dos 45 anos de carreira
Corria o ano de 1972 quando um ‘puto’ de 22 anos, com formação clássica no Conservatório e que já tinha passado por algumas bandas de rock, lançava o seu primeiro single a solo, ‘The Nine Billion Names of God’. Hoje, esse miúdo é um dos mais prestigiados músicos, autores e compositores portugueses. Jorge Palma, assinala na próxima semana os 45 anos de uma carreira ímpar com dois concertos nos coliseus, dia 5 de outubro em Lisboa e dia 7 no Porto.


E como a data merece uma celebração especial, Palma contará em palco com a participação da Orquestra Clássica do Centro, liderada por Rui Massena, o maestro irreverente. "O Jorge ligou-me um dia a dizer que eu tinha o perfil indicado para fazer isto. Ao Palma era impossível dizer que não. Para mim é um orgulho porque eu próprio cresci a ouvir as músicas dele. Este espetáculo é uma justa homenagem", diz Rui Massena, que conheceu Jorge Palma em 2009 na Madeira num espetáculo onde, na altura, tocaram apenas cinco músicas. Desta feita o espetáculo abrangerá o vasto repertório do cantautor, dos temas mais novos, aos mais antigos. "As canções do Palma não têm data e também por isso é que aceitei fazer isto. Posso dizer que este será um espetáculo muito bonito em que as mensagens das canções estarão completamente salvaguardadas".

O espetáculo que, além dos 50 membros da orquestra contará com a própria banda de Jorge Palma, está a ser montado há três meses com "uma componente de preparação muito grande", remata Massena.

"NUNCA ESCREVI CANÇÕES PANFLETÁRIAS"

Com tantas canções no currículo como é que se monta um espetáculo ilustrativo de 45 anos de carreira? Deve ser ingrato!
Epá! Essa dos 45 anos faz-me sentir um bocado velho (risos). Na verdade, até são mais anos. O primeiro single é de 1972, mas antes disso eu já fazia música.

Ainda consegue redescobrir-se e emocionar-se com as suas canções ao fim deste tempo todo?
Todos os dias. Quando estou em palco estou sempre a vivê-las de novo, como se fosse a primeira vez. Eu acredito que nunca ninguém toca ou canta duas vezes da mesma maneira.

Tendo o Jorge Palma formação de Conservatório, que gozo é que lhe dá ver as suas canções neste registo orquestral?
Dá-me um gozo enorme. Já nos anos 70 eu fazia orquestrações para muita gente, incluindo a Amália. Isto é uma das coisas que eu mais gosto em música. Eu já tinha tido uma experiência na Madeira com uma grande orquestra, mas no continente é a primeira vez.

E porquê o Rui Massena?
Por várias razões, porque é uma pessoa com uma cultura musical muito vasta, porque tem formação clássica e porque é um porreiraço. E também é um rocker.

Que alinhamento preparou?
A ideia é criar novas dinâmicas e aproveitar as potencialidades da orquestra. Por isso escolhemos as canções que achámos que se enquadravam melhor independentemente do ano em que foram feitas.

O Maestro diz que as suas canções são intemporais!
Sim, e são. Nunca escrevi canções panfletárias. Sempre quis que as minhas músicas fossem abrangentes. O segredo é gostar muito disto.
Jorge Palma Orquestra Clássica do Centro Rui Massena artes cultura e entretenimento música
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