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Irão lança nova vaga de ataques e exige o "sangue de Trump"

Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que os EUA se vão "arrepender amargamente" de ter afundado fragata iraniana.

06 de março de 2026 às 01:30

O Irão lançou esta quinta-feira uma nova vaga de ataques com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos, desmentindo as alegações israelo-americanas de que as suas capacidades ofensivas foram seriamente afetadas por seis dias de bombardeamentos.

Um míssil iraniano atingiu uma refinaria no Bahrain e dezenas de civis foram aconselhados a deixar temporariamente as suas casas junto à embaixada dos EUA em Doha, no Qatar, devido a um alerta de ataque com mísseis, enquanto no Dubai foram ouvidas sirenes de alerta que forçaram milhares de pessoas a procurar refúgio em abrigos. Na Arábia Saudita, as defesas antiaéreas destruíram um drone junto à fronteira com a Jordânia, e um petroleiro foi atingido junto à costa do Koweit. Israel voltou a ser alvo de um forte ataque, com as sirenes antiaéreas a soarem em vários pontos do país e os destroços de um míssil intercetado a caírem junto ao aeroporto internacional de Ben Gurion, em Telavive.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqhchi, acusou os EUA de terem cometido uma “atrocidade marítima” ao afundarem uma fragata iraniana o largo do Sri Lanka, na quarta-feira, causando a morte de quase uma centena de marinheiros, e ameaçou que a América se irá “arrepender amargamente do precedente que abriu”.

Já um alto responsável religioso iraniano, o ayatollah Abdollah Javadi Amoli, apelou diretamente ao “derramamento do sangue de Trump e dos israelitas” e pediu a todos os iranianos para se unirem no combate à “opressiva América”.

Israel, por seu lado, anunciou ter lançado esta quinta-feira a 13ª vaga de ataques contra o Irão, atingindo dezenas de lançadores de mísseis e estruturas de comando. Ao final da tarde desta quinta-feira, as Forças de Defesa de Israel apelaram à evacuação de duas zonas industriais nos arredores de Teerão antes de lançarem um forte ataque na área.

E TAMBÉM

Trump quer decidir

Donald Trump exigiu esta quinta-feira ter uma palavra a dizer na escolha do próximo líder supremo do Irão, como fez com o sucessor de Nicolás Maduro na Venezuela. “Estão a desperdiçar o seu tempo. O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga paz e harmonia ao Irão”, afirmou em entrevista ao Axios.

Segunda fase

Fonte militar israelitas indicou esta quinta-feira que os locais subterrâneos de armazenamento de mísseis e drones do Irão serão os alvos da “segunda fase” dos bombardeamentos israelo-americanos, a qual deverá começar em breve.

Ataque evitado

Caças do Qatar intercetaram e abateram bombardeiros iranianos a poucos minutos de atingirem a base norte-americana de Al-Udeid.

Drones iranianos atingem Azerbaijão 

Quatro drones iranianos atingiram esta quinta-feira o Azerbaijão, ferindo pelo menos quatro pessoas. O Presidente azeri, Ilham Aliyev, acusou Teerão de levar a cabo um “ato de terror e agressão injustificado” contra o seu país e disse ter dado ordens às Forças Armadas para retaliar. Segundo as autoridades, um dos drones foi abatido pelas defesas aéreas do país e outros três caíram nas imediações de uma escola e do aeroporto do território autónomo de Nakhichevan.

Países europeus enviam mais meios

Itália, Espanha, França e Países Baixos anunciaram esta quinta-feira que vão enviar mais meios aéreos e navais para reforçar a proteção do flanco sul da UE após o ataque iraniano contra o Chipre, na segunda-feira. O Reino Unido, cuja base na ilha seria o alvo do ataque, informou que os seus navios de guerra poderão levar “algumas semanas” a chegar a Chipre, o que motivou fortes críticas ao primeiro-ministro, Keir Starmer, que esta quinta-feira anunciou o envio de quatro caças ‘Typhoon’ para o Qatar. 

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