Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Alexandre Pomar pôs em causa o preço das obras adquiridas para a Colecção de Arte Contemporânea do Estado e questiona comissão responsável pelo programa.
1 / 3
O crítico de arte Alexandre Pomar pôs em em causa o preço das obras integradas na Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), que considera “exorbitante” e discrepante “face ao valor de mercado”. Em declarações ao CM, o filho do pintor Júlio Pomar culpa a Comissão para a Aquisição de Obras do Estado cujo funcionamento considera “muito pouco rigoroso e injustificado”.
A reação de Alexandre Pomar, que começou por fazer eco nas redes sociais, seguiu-se à divulgação do relatório de 2025 da CACE, que efetuou 58 compras de obras de arte contemporânea, num total de 780 mil euros. Pomar falou em “escândalo”, “roubo” e “caso de polícia”, questionando a “relevância” das aquisições e os seus números “empolados”.
“Estranho os 40 mil euros pagos pela obra ‘Festa das Cruzes’, apesar de a considerar a mais qualificada aquisição, e pelas três peças de Pancho Guedes, que não representam bem a sua obra enquanto escultor e pintor", começou por vincar. Pomar aponta ainda ‘The Tearoom’, um varão de roupa com blusões pendurados, supostamente em segunda ,ão, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, vendida pela Galeria Cristina Guerra e que custou ao Estado 79 950. Todavia, frisa que o objetivo das suas palavras não é “apontar o dedo a uma obra específica” mas sim questionar “a lógica destas compras”.
“Aquisições que são feitas por uma comissão arbitrária e autonomeada, sem critério, quando deveriam ser feitas pelos museus. É incompreensível que o Museu do Chiado, por exemplo, não tenha dinheiro para adquirir obras. É o procedimento é que é muito questonável”, realçou. No seu entender, as compras para a CACE “estão a ser feitas como forma de apoio aos artistas e não do ponto de vista do interesse das mesmas para os museus ou para o público”. Afirma ainda que, além das facturas, deveria olhar-se para os vendedores, ou seja “os galeristas”. “É roubo! Pergunto se o júri aprovou estes preços de compra ou se apenas votou as obras”, questionou.
Também a historiadora de arte Raquel Henriques da Silva, antiga diretora do Museu do Chiado e do Instituto Português de Museus, escreveu num artigo de opinião do jornal Público que a CACE, ao dispor de 800 mil euros anuais para aquisições, é “escandalosamente” privilegiada em comparação com os museus e monumentos públicos, “cujo orçamento para compras é de 680 mil euros a dividir por 34”, além de considerar a “atuação” da comissão “carregada de subjetividades”.
Comissão responde diretamente à Ministra
O programa de aquisição de arte contemporânea portuguesa do Estado foi criado em 2019, com a missão de identificar obras de artistas plásticos contemporâneos, privilegiando a criação nacional, e tendo em vista a respetiva integração na CACE, que tem como curadora Sandra Vieira Jürgens. A comissão responde diretamente à ministra da Cultura, Margarida Balseiro, e não à Museus e Monumentos de Portugal. Ainda assim aquela identidade fez saber que “mantém plena confiança no trabalho desenvolvido pela curadora e pelos membros da comissão”, reconhecendo-lhes “rigor, competência técnica e elevado sentido de serviço público” e que " as compras são feitas de acordo com os valores de mercado e não abaixo destes, até porque a função da Comissão é selecionar os artistas e as obras a incorporar e não entrar num processo negocial com os artistas ou representantes".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.