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Presidente da República lamenta "morte precoce" do realizador João Canijo

João Canijo, que morreu na quinta-feira aos 68 anos. Corpo foi encontrado em casa pela empregada doméstica.

30 de janeiro de 2026 às 10:34

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta sexta-feira a "morte precoce" do realizador João Canijo, que classificou como "uma voz forte e singular" e um "destemido cronista" da realidade do País.

"À família de João Canijo, e à família alargada, os seus atores, apresento sentidas condolências, prestando homenagem ao meticuloso e destemido cronista de um país que nem sempre queremos ver", refere a nota divulgada na página da Presidência da República.

O chefe de Estado salientou que João Canijo, que morreu na quinta-feira aos 68 anos, "tinha tido recentemente o seu momento de consagração" com o díptico "Mal Viver" e "Viver Mal".

"Há décadas que o cineasta vinha filmando o lado B de Portugal, a miséria, a emigração, a violência e o 'mau-gosto', num registo entre o melodrama, o documentário e o teatral, projeto que passava por um longo trabalho coletivo com os atores", refere ainda o texto. 

Marcelo Rebelo de Sousa considera que a sua "morte precoce" privará o país de "uma voz forte e singular no momento da sua maior afirmação, incluindo a projeção internacional". 

O Governo, através da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, também já lamentou esta sexta-feira "com profundo pesar" a morte do cineasta João Canijo, que descreveu como "figura maior do cinema português contemporâneo". 

João Canijo, que completou 68 anos em dezembro passado, estava a finalizar o mais recente projeto de cinema, o filme "Encenação", assim como a filmagem, há cerca de duas semanas, de uma peça de teatro com ele relacionada. 

João Manuel Altavilla Canijo nasceu em 1957 no Porto, onde frequentou o curso de História na Faculdade de Letras entre 1978 e 1980, tendo descoberto a paixão pelo cinema logo de seguida. 

No meio iniciou-se como assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner e Werner Schroeter, entre outros, como recordavam os autores de uma entrevista feita para o projeto "Novas & velhas tendências no cinema português contemporâneo" da Escola Superior de Teatro e Cinema publicada em 2011. 

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