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Correio da Manhã

Desporto
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MP quer que Benfica fique de seis meses a três anos sem competir

Acusação pede castigo pesado para os encarnados.
4 de Setembro de 2018 às 22:19
Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Paulo Gonçalves
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, e Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD, aparecem nos mails
Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Paulo Gonçalves
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, e Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD, aparecem nos mails
Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Paulo Gonçalves
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, e Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD, aparecem nos mails
O Ministério Público divulgou esta terça-feira a acusação contra o Benfica e o administrador da SAD Paulo Gonçalves relativa ao processo e-Toupeira, em que estão em causa crimes de corrupção passiva, corrupção ativa; oferta ou recebimento indevido de vantagem; favorecimento pessoal; violação do segredo de justiça; violação de segredo por funcionário; peculato; acesso indevido; violação do dever de sigilo e falsidade informática.

No processo, que envolve também dois funcionários judiciais que terão espiado informações de processos a correr na justiça contra o clube, o Ministério Público pede uma pena acessória de inibição de participação em competições desportivas pelas "águias". O que significa que, caso seja atendida a pretensão dos acusadores, a equipa de futebol do Benfica pode ficar sem competir entre seis meses a três anos, apurou o CM. O clube pode também ficar entre 1 a 5 anos sem poder receber apoio do estado.

Estes castigos estão previstos nas sanções acessórias constantes no código penal sobre crimes de corrupção que envolvam atividades desportivas. A acusação terá ainda ser validade por um juiz e depois o caso deverá seguir para julgamento. As sanções só poderão ser aplicadas após condenação em tribunal.

No comunicado do MP, a acusação descreve os ilícitos em causa. "Tais condutas ocorreram designadamente, durante as épocas desportivas 2016/2017 e 2017/2018. Com estes comportamentos os arguidos puseram em risco a integridade do sistema informático da justiça, a probidade das funções públicas, os interesses da verdade e da lealdade desportiva e a integridade das investigações criminais".

O clube reagiu em comunicado, considerando que a acusação do MP é "absurda e injustifcada".
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