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Pedro Martins sai da prisão espanhola

Pedro Martins, ex-jogador do Sporting e técnico de futebol, saiu ontem em liberdade do Centro Prisional Puerto II, perto de Jerez de la Frontera, mediante o pagamento de uma fiança de 30 mil euros. O jogador, que soube da decisão do Julgado de Jerez ao fim da tarde de anteontem, era esperado à saída pela mulher, a mãe e um irmão.

07 de julho de 2006 às 00:00

Ao CM, o ex-futebolista garantiu estar inocente e sublinhou ter sido vítima de uma armadilha, o que, assegurou, pode provar. Pedro Martins vai voltar a casa, a Santa Maria da Feira, e à sua actividade normal, como treinador ajunto de Couceiro, que desde sempre manifestou total confiança no seu técnico.

“É o fim de um pesadelo que durou um mês e cinco dias”, disse ao CM Lina Martins, a mulher do ex- futebolista, o qual vai assim poder festejar o 36.º aniversário, na próxima semana, entre amigos e familiares. Pedro Martins foi detido no passado dia 31 de Maio por envolvimento numa alegada falsificação de documentos, numa dependência bancária de Jerez de la Frontera. Com ele estavam uma portuguesa, identificada como Maria Adelina, um brasileiro e um espanhol. Os dois primeiros continuam em prisão preventiva em Puerto II.

Segundo o CM apurou, terá sido Maria Adelina quem aliciou Pedro Martins e o apresentou aos demais implicados no caso. Ao que se sabe, o brasileiro seria o portador de um cheque de cerca de 1 milhão e 300 mil euros, que ia ser depositado numa conta suspeita, o que levou o banco a chamar a Polícia, que deteve o grupo. “O Pedro foi vítima de uma armadilha montada por pessoas em que ele confiava e que o aliciaram para um negócio ligado ao futebol. O dinheiro, garantiram-lhe os ditos “empresários”, não seria problema. Ele seria o gestor, mas receio bem que, a curto prazo, começasse a investir dinheiro próprio, o que teria sido desastroso”. Por isso, Lina acha que a prisão do marido, embora muito dolorosa, acabou por ter um aspecto positivo, que foi o de evitar a ruína da família.

APOIO À SELECÇÃO NA PRISÃO

Apesar da situação de clausura que durou mais de um mês, Pedro Martins não perdeu um único jogo da selecção nacional no Campeonato do Mundo. Pela televisão, assistiu sempre com grande entusiasmo às prestações da equipa portuguesa que também ele um dia representou. O facto de ser um antigo jogador de futebol não passou despercebido aos demais detidos.

Na prisão todos ficaram a saber quem ele era. Pedro Martins fazia exercício todos os dias e jogava futebol com frequência. Diz ter sido sempre muito bem tratado e até fez algumas amizades. Por altura de uma visita da sua mulher, pediu-lhe para levar de Portugal um par de chuteiras, uma camisola do Boavista e outra do Sporting para oferecer a outros detidos.

No dia-a-dia, a tarefa do técnico era dar apoio na cozinha, colocando a comida nos pratos. Agora tudo acabou. Pedro Martins diz que vai descansar e promete esclarecer tudo em breve, eventualmente em conferência de Imprensa.

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