Presidente e diretores da Juventus demitem-se após acusações de fraude fiscal
É o fim da era de Andrea Agnelli à frente do clube italiano.
O Presidente e diretores da Juventus decidiram demitir-se, esta segunda-feira, depois de serem acusados de fraude fiscal.
É o fim da era de Andrea Agnelli como presidente da Juventus. Haverá uma nova direção e uma nova estrutura do clube a ser decidida nos próximos meses, segundo o jornalista Fabrizio Romano.
Os membros do conselho de administração da Juventus, incluindo o presidente Andrea Agnelli e o vice-presidente Pavel Nedved, renunciaram aos cargos no âmbito de uma investigação sobre falsificação de contas, anunciou hoje o clube de futebol italiano.
Sob proposta de Andrea Agnelli, que comandou a formação de Turim nos últimos 12 anos, e tendo em conta "a relevância dos assuntos legais e técnico contabilísticos pendentes", todos os administradores pediram a demissão, lê-se no sítio de internet da 'vecchia signora'.
Em causa estão as recentes investigações das autoridades transalpinas sobre duas alegadas 'manobras' fiscais da Juventus, relacionadas com a inflação fictícia dos preços de mercado dos jogadores da equipa principal para obter maiores lucros na sua posterior venda, e o adiamento de pagamentos a jogadores no exercício de 2020, marcado pela pandemia de covid-19, de forma a que as verbas não fossem consideradas no respetivo ano fiscal.
Quanto ao último ponto, o acordo com os jogadores terá sido firmado em março de 2000, pressupondo a renúncia temporária a quatro meses de salário, e, entre eles, estará o português Cristiano Ronaldo, segundo vários órgãos de comunicação social italianos.
As notícias relatam que a autoridade tributária de Turim encontrou, durante as buscas efetuadas no mês de outubro, um documento no qual a Juventus se comprometia a pagar 19,8 milhões de euros a Ronaldo, exatamente o montante correspondente a quatro meses de salário, numa investigação que segue em curso.
Esta segunda, e a pedido da administração de Agnelli, foi indicado que o conselheiro delegado da Juventus, Maurizio Arrivabene, vai manter-se em funções durante o período de transição para a nova administração.
Andrea foi o quarto Agnelli a presidir o clube, depois de o seu avô Edoardo, o seu tio Gianni, e o seu pai Umberto. Deixa a presidência do clube italiano após mais de 12 anos no cargo.
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