Encarnados tiveram mais posse e segurança defensiva, mas voltaram a mostrar uma enorme incapacidade para criar grandes oportunidades.
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O Benfica empatou esta sexta-feira em casa com o V. Guimarães e se ainda não atirou a toalha ao chão na luta pelo título está muito perto de o fazer. Onze pontos para o líder Sporting, cinco para o FC Porto e agora dois para o Sp. Braga parecem ser demasiadas montanhas para a equipa de Jesus ultrapassar na segunda volta.
O regresso a uma defesa a quatro e a entrada no onze de Everton, com Darwin no banco, foram as novidades das águias. Depois de três jogos seguidos sem vencer, os sinais foram positivos até ao intervalo. Muita posse de bola, segurança defensiva, boas chances, mas a ineficácia do costume. Com um bloco muito baixo, o V. Guimarães como que deu o domínio ao Benfica, tentando aqui e ali saídas em contra-ataque. Nunca o conseguiu até ao intervalo.
Do outro lado, as movimentações de Everton e Cervi nas alas, com Pizzi como maestro, tentaram confundir a defesa vimaranense. Numa dessas trocas rápidas de bola, Everton disparou para defesa complicada de Trmal, que já se tinha aplicado aos cabeceamentos pouco certeiros de Vertonghen.
Já perto do intervalo, a melhor jogada até então terminou com o disparo de Pizzi , com a bola a ser cortada ‘in extremis’.
Darwin Núñez entrou ao intervalo e o Benfica não melhorou. Pelo contrário. Foi-se afundando na necessidade de marcar, quase sempre sem intensidade e principalmente sem qualidade.
O V. Guimarães pouco incomodava no ataque, mas sentia-se cada vez mais confortável a evitar as ténues incursões encarnadas. Numa das exceções, Gonçalo Ramos, em excelente posição, cabeceou ao lado.
O tempo passava e nada mudou. Mais posse de bola das águias e muita segurança defensiva da equipa de João Henriques, que ainda não perdeu como visitante e só sofreu três golos nessa condição.
Nos minutos finais, a emoção lá apareceu e nas duas balizas. Primeiro Pedrinho falhou de forma escandalosa a poucos metros da baliza de Trmal. Logo a seguir Edwards, na única situação de perigo dos minhotos, atirou muito perto do poste da baliza de Odysseas.
Continua o calvário do Benfica no campeonato. A equipa de Jorge Jesus, que viu o jogo de casa, venceu o último jogo para a Liga há cerca de um mês com o Tondela. A nuvem negra adensa-se na Luz e segunda-feira é a receção ao Famalicão.
Jesus define a tática e fala aos jogadores
Jorge Jesus está cada vez mais perto do regresso ao ativo depois de ter testado positivo à Covid-19 no dia 27 de janeiro e de lhe ter sido diagnosticada uma infeção respiratória.
O técnico das águias, que completou esta sexta-feira os 10 dias de isolamento obrigatórios, não foi à Luz, mas esteve sempre ligado aos seus adjuntos via telemóvel e por meios audiovisuais, apurou o CM. Apesar de estar em casa, Jesus deu a tática e escolheu a equipa para o jogo desta setxa-feira com o V. Guimarães. Antes do encontro, deu uma palestra e, ao intervalo, através do adjunto João de Deus, procedeu a retificações e posicionamentos na forma de jogar da equipa.
O técnico, de 66 anos, pertence a um grupo etário de risco e, por isso, o departamento médico das águias não quer correr qualquer risco. Daí que o período de isolamento tenha sido alargado. Rui Costa, vice-presidente do Benfica, já tinha afirmado que o importante agora era que o técnico recupere rapidamente, mas sem apressar o processo. “A nossa principal preocupação é a sua saúde. Deixá-lo recuperar bem, porque de facto isto não é uma brincadeira. Quando se mexe com a saúde tudo o resto passa para segundo plano”, disse o dirigente encarnado à BTV.
Desta forma, Jorge Jesus vai continuar a trabalhar à distância até à próxima semana. O técnico não deverá estar no banco, segunda-feira, frente ao Famalicão (Liga) mas acredita-se, caso não haja retrocesso em termos de saúde, que já poderá preparar a equipa no Seixal tendo em vista o jogo da Taça de Portugal com o Estoril, quinta-feira, dia 11 (20h45). n f.a.f.
+ Organização vimaranense Avançados sem golo Noite tranquila
O bom momento do V. Guimarães estendeu-se na Luz. Uma defesa de betão com médios abnegados no apoio ao setor mais recuado. Só faltou mais atrevimento atacante. O V. Guimarães leva cinco jogos seguidos sem conhecer o sabor da derrota.
- Avançados sem golos
Primeiro Seferovic, depois Darwin e mais tarde Gonçalo Ramos. Como se diz na gíria, os três, ontem, não fizeram um. O suíço foi o mais rematador, o uruguaio entrou mas não se viu e o português atirou ao lado quando tinha tudo para marcar. Fracos.
Arbitragem: Noite tranquila
Um único lance de difícil análise. Pizzi cai na área após empurrão de André André. Parece haver falta mas o lance começa fora da área, logo sem motivo para penálti. De resto, uma boa exibição de Nuno Almeida e dos seus auxiliares.
“Temos de estar frustrados e chateados”
“Fomos dominantes, merecíamos ter vencido mas não vencemos. A explicação está na nossa menor capacidade na zona de decisão. Temos de estar frustrados, chateados e melhorar. Este jogo resume-se à nossa incapacidade para fazer golos”, salientou João de Deus, adjunto de Jorge Jesus.
“cada vez mais sólidos”
“Ficamos satisfeitos apenas porque é uma volta inteira sem perder fora e três golos sofridos fora. Estamos cada vez mais sólidos e vamos continuar nesta luta pelos primeiros lugares”, disse João Henriques, técnico do V.Guimarães.
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