Benfica entrou a perder, mas antes dos 20 minutos já estava a vencer, beneficiando de um erro grave do guarda-redes Jhonatan.
Roger Schmidt traçou um plano e a equipa do Benfica cumpriu à risca: vitória fácil (apesar do susto inicial) e poupança quase total do onze habitualmente titular, a pensar no jogo de terça-feira com o PSG, para a Champions, em Paris.
Foi o primeiro jogo em que o técnico alemão fez alterações significativas no onze inicial. Gilberto, Ristic (estreia a titular), Aursnes, Draxler e Diogo Gonçalves deram frescura. O susto com o golo do Rio Ave, logo a abrir, não retirou discernimento ao Benfica, que foi acumulando lances de perigo, até ao empate.
Após uma grande jogada coletiva, Gonçalo Ramos empatou. Logo a seguir uma dádiva de Jhonatan acabou por dar justiça ao marcador com a cambalhota no resultado.
O Benfica não sentiu a falta de Rafa nem de Neres, até porque Enzo, João Mário e Gonçalo Ramos fizeram uma primeira parte irrepreensível. O 3-1 chegou já perto do intervalo com novo entendimento perfeito entre as águias: Enzo descobre Ramos, que recebe com a coxa e dispara com o pé esquerdo.
O filme do primeiro tempo podia resumir-se ao golo do Rio Ave e depois à constante e asfixiante presença encarnada no meio-campo contrário, que só não fez mais golos por manifesta ineficácia atacante.
Schmidt tirou Ramos e Enzo ao intervalo e o Rio Ave subiu linhas. O Benfica passou a controlar, mas agora com menos chegada à área contrária. Ainda assim, o apagado Draxler teve boa chance para fazer o quarto, mas atirou ao lado. Já depois da hora de jogo, o 4-1. Musa a estrear-se a marcar pelas águias após passe de Ristic (boa exibição do sérvio, lançado pela primeira vez no onze inicial).
O ritmo, a partir daí, caiu ainda mais, com o Benfica talvez já a pensar no jogo da liga milionária. Até final, Schmidt voltou a refrescar (apenas Odysseas, António Silva e Otamendi – entre os habituais titulares – jogaram o tempo todo) e o Rio Ave acabaria por reduzir num golaço do capitão Guga, sem qualquer hipótese para Odysseas.
Triunfo inequívoco do líder do campeonato, que peca por escasso tal o número de oportunidades desperdiçadas. Foi a quarta reviravolta do Benfica esta temporada, que surge antes da viagem até França, onde vai defrontar o PSG, uma semana após o empate (1-1) na Luz.
Segundas escolhas
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Ristic revelou-se aos benfiquistas e teve uma exibição muito positiva, mostrando ser boa opção a Grimaldo. Diogo Gonçalves também teve oportunidade e ajudou à criação de várias oportunidades. Aursnes voltou a dar boas indicações.
- O lance que possibilitou a reviravolta ao Benfica vai correr Mundo. Jhonatan falhou de forma caricata ao introduzir a bola na própria baliza. Um erro grave e quatro golos sofridos não abonam a favor, apesar de ter evitado outros tantos golos.
Tarde bem tranquila, sem problemas e sem casos para Manuel Oliveira. Num jogo sempre bem auxiliado pelos assistentes, o árbitro do Porto puxou do cartão amarelo em três ocasiões e sempre de forma justificada.
trio garante a conta-poupança
Gonçalo Ramos - João Mário e Enzo criaram, Gonçalo Ramos faturou, compondo um trio que encheu a conta do Benfica em dia de poupanças. O 2.º golo da noite do avançado é uma obra-prima.
Odysseas – Fez a primeira defesa aos 82 minutos. Sem hipótese nos golos sofridos.
Gilberto – Destacou-se mais a atacar, dando largura à equipa. Quase marcava de cabeça aos 36’ e uma assistência açucarada para Pinho aos 76’.
António Silva – Mais um jogo sem nenhum erro que se lhe possa apontar.
Otamendi – Mal posicionado no 1º golo do Rio Ave, deixou Fábio Ronaldo fugir-lhe nas costas. Teve outra distração na 2ª parte que podia ter acabado em golo.
Ristic – Mostrou que é alternativa a Grimaldo, pelo menos em jogos menos exigentes. Depois de um cruzamento vistoso de trivela aos 36’, fez a assistência para o 4-1.
Aursnes – Batido na pressão no 1º golo do Rio Ave. Tem de melhorar para ambicionar tirar o lugar a Florentino.
Enzo Fernández – É o pulmão deste Benfica, que joga ao seu ritmo. Inventou a jogada do 1º golo, assistiu no 3º com classe. Craque insubstituível.
João Mário – Foi a alma da equipa. Ofereceu um golo fácil a Gonçalo Ramos e criou mais uma mão-cheia de jogadas de perigo.
Draxler – Primeira parte horrível: desligado do jogo, foi menos um em campo. Melhorou no 2º tempo, mas num clube grande exige-se mais.
Diogo Gonçalves – Muito participativo, mas pouco esclarecido no último terço.
Florentino – Cumpriu.
Musa – Ao 9º jogo pelo Benfica marcou o primeiro golo.
Rodrigo Pinho – Entrou com vontade.
"Todos podem jogar, é obvio" “Várias alterações? Todos os jogadores que estão no Benfica podem jogar, é óbvio. Às vezes têm de esperar um bocadinho mais”, afirmou Roger Schmidt. O técnico do Benfica explicou nova reviravolta no marcador (a 4ª da época) com a “confiança” da equipa.
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