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Correio da Manhã

Desporto
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Dérbi na Taça da Liga para relançar rivais

Benfica e Sporting olham para a final deste sábado como uma oportunidade de ultrapassarem ciclos negativos.
João Moniz e Mário Figueiredo 29 de Janeiro de 2022 às 01:30
Nélson Veríssimo admite que “trabalhar sobre vitórias é sempre mais benéfico”
Rúben Amorim afirma que “Paulinho é o melhor avançado português”
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A Taça da Liga permite ostentar o estatuto de campeão de inverno. Contudo, na final deste sábado (19h45), Benfica e Sporting não procuram apenas ganhar mais um troféu para os respetivos museus. Ambos pretendem usar a vitória sobre o rival como motivação para ultrapassarem os recentes ciclos negativos de resultados e assim embalarem para a fase final da temporada.

No campeonato, a competição mais importante, as duas equipas estão separadas por apenas três pontos. A luta pelo 2º lugar afigura-se como a grande prioridade, por garantir entrada direta na Champions e acesso imediato a dezenas de milhões de euros. Mas águias e leões acalentam ainda a esperança de chegar ao 1º lugar. O FC Porto tem seis pontos de vantagem para o clube de Alvalade e nove para o rival da Luz. Mas nos dois clubes há a expectativa de que os azuis-e-brancos possam ter uma quebra de rendimento, agora que venderam Luis Díaz (mais na página 32), já após perderem Corona e Sérgio Oliveira.

Contudo, para aproveitar qualquer deslize futuro dos dragões, será preciso Benfica e Sporting terem um rendimento praticamente perfeito. O oposto do que fizeram recentemente. Os verdes-e-brancos saíram derrotados em duas das últimas três jornadas e têm demonstrado alguma fragilidade defensiva (oito golos sofridos nos últimos seis jogos). Quanto aos encarnados, só venceram dois dos cinco jogos disputados com o novo treinador - Nélson Veríssimo soma dois empates e uma derrota - e as exibições têm sido criticadas pelos adeptos.

"Foco é ganhar e trazer o título"
"Um dérbi é sempre um dérbi. É um jogo diferente, com outras emoções. Temos consciência que não ganhamos um troféu há dois anos e meio. Sei o que isto representa para o clube e para os adeptos. O objetivo é vencer o troféu", disse esta sexta-feira Nélson Veríssimo. O treinador do Benfica comentou o impacto que a final da Taça da Liga poderá ter no campeonato: "Trabalhar sobre vitórias é sempre mais benéfico. Acreditamos no que estamos a fazer. Estamos confiantes. O foco é ganhar e trazer o título."

Veríssimo foi questionado sobre as derrotas com Sporting e FC Porto (a duplicar), optando pela diplomacia na resposta: "Não quero falar do passado. O pensamento tem de ser direcionado para o futuro. Fizemos a análise ao Sporting. Sabemos como defender e atacar. Se conseguirmos aliar isso e a equipa estiver consciente do que tem de fazer, acredito que o jogo vai correr bem."

No âmbito da referida avaliação ao adversário, o técnico comentou o regresso de Porro: "É um jogador com qualidade e será uma mais-valia para o Sporting, mas temos de estar focados em nós."

Recusa dar trunfos ao rival
Nélson Veríssimo acredita que "as equipas têm de jogar em vários sistemas", com a "capacidade de mudar até no próprio jogo". Mas não revelou se este sábado vai usar o 4x4x2 ou o 4x3x3, as duas táticas que já apresentou no Benfica, ou até se poderá voltar aos três centrais de Jorge Jesus: "Não vou dar trunfos a Rúben Amorim. Independentemente de gostar mais de um sistema ou de outro, o treinador não pode colocar nenhum de parte." Veríssimo disse ainda que "Meité tem características para fazer a posição 8. Consegue pisar esses terrenos com competência". O médio francês pode jogar ao lado de Weigl.

"Temos obrigação de vencer"
"Temos obrigação de vencer e trazer mais um título para o Sporting." Foi desta forma que Rúben Amorim abordou a final deste sábado da Taça da Liga frente ao Benfica, em Leiria.

O treinador, que pode somar a sua terceira Taça da Liga consecutiva, assume que os leões estão mais pressionados: "A pressão está dos dois lados, e, para mim, está mais do nosso, porque temos de ganhar. É assim que quero que os jogadores pensem. A prova é que, em 50 e poucos jogos, sofremos duas derrotas e já mexeu um bocadinho com tudo à volta do clube."

Amorim mostrou-se conhecedor do rival e até comparou o Benfica de Nélson Veríssimo com o de Jorge Jesus: "É um treinador diferente, com ideias diferentes. Todos os jogos têm a sua história. Este não vai ser mais fácil nem mais difícil." Já sobre o falhanço incrível de Paulinho frente ao Santa Clara, quando se fala na possível chegada de Slimani, o técnico mantém a aposta no avançado: "Falhou nesse dia e vai marcar noutro. Continua a ser, para mim, o melhor avançado português e aquele que quero para a equipa."

Adán: "Benfica é superequipa"
"Temos boas recordações desta Taça que conquistámos no ano passado", disse Adán. Na opinião do guarda-redes do Sporting, a final será equilibrada: "O Benfica é uma superequipa. Há 50 por cento de hipóteses para cada lado, mas temos muita ambição."
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