Sporting esteve três vezes em vantagem e por outras tantas não a conseguiu segurar.
Jogo de alta voltagem na Pedreira. Sporting e Sp. Braga empataram 3-3 num grande espetáculo de futebol. Qualquer uma das equipas poderia ter saído vencedora do encontro, pelo que o resultado acaba por ser justo. Pela forma como os dois conjuntos deram o peito às balas, também ninguém merecia ter perdido.
O Sporting esteve três vezes em vantagem no marcador. E por outras tantas não teve arte nem engenho para segurar o resultado. O que desde logo revela que Rúben Amorim tem neste jogo matéria de sobra para análise laboratorial, durante a semana. Apesar de ter estado três vezes na frente, a formação verde-e-branca esteve sempre muito exposta. E acabou por consentir o empate final, num lance paradigmático: Ricardo Esgaio, que pouco antes tinha entrado para o lugar de Trincão para fechar o flanco direito (após o 3-2 aos 83’ que parecia definitivo, por Edwards), acabou por estender a passadeira que Álvaro Djaló aproveitou, com uma mudança rápida de velocidade, para oferecer o 3-3 a Abel Ruiz.
Rebobinando a fita, o jogo começou frenético, com três golos marcados entre os 9 e os 18 minutos. O primeiro por Pote, na conclusão de um cruzamento mortal de Porro. O desequilíbrio, contudo, começou com o passe de rutura de Matheus Nunes para o espanhol.
O Sp. Braga, que até não entrou mal no jogo, não esmoreceu. E aproveitou uma desconcentração da defesa do Sporting, a primeira de várias, para chegar à igualdade por Banza. O melhor momento do jogo estava reservado para pouco depois, quando Nuno Santos marcou um grande golo, com um remate em vólei, após fantástica cavalgada de Matheus Nunes.
Novo empate surgiu já perto do intervalo, após um entretido tu cá, tu lá, com um golo de cabeça de Niakité, mais uma vez a explorar fragilidades na defesa do Sporting.
Na segunda parte, o Sporting tentou baixar um pouco o ritmo e o Sp. Braga pareceu mais expectante. Mas as mexidas de parte a parte voltaram a agitar o jogo. Ainda havia emoções para dar e vender. Horta, a dar as últimas em Braga, teve uma grande oportunidade, Porro, com ressalto, atirou à barra, e mesmo após os já comentados golos de Edwards e Ruiz, Adán ainda salvou o ponto do Sporting, aos pés de Vitinha.
Rúben Amorim: "Jogo emotivo"
"Foi um jogo emotivo, com muitos golos, várias ocasiões de perigo, mas nós devíamos ter controlado melhor o jogo. Estivemos em vantagem várias vezes, mas deixámos sempre o Sp. Braga voltar ao jogo", disse Rúben Amorim, técnico do Sporting.
Artur Jorge: "Houve caráter"
"Mostrámos o grande caráter do Sp. Braga. Demos uma resposta muito positiva frente a uma equipa com muita qualidade. Com esta atitude vamos estar sempre mais perto de ganhar, que é o que queremos em todos os jogos", disse Artur Jorge, treinador do Sp. Braga.
Análise ao jogo
Positivo: Um grande jogo
Uma partida de futebol com seis golos e incerteza no marcador desde o primeiro até ao último minuto merece sempre nota de destaque. As duas equipas equipas deram-se ao jogo, e a malta, nas bancadas e em frente aos ecrãs, agradece.
Negativo: Pobre Ricardo Esgaio
Ricardo Esgaio, que entrou nos minutos finais para tapar o corredor direito da equipa do Sporting, acabou por ficar indelevelmente ligado à perda da vantagem da sua equipa, pela forma como foi ultrapassado por Álvaro Djaló. Culpa de quem?
Arbitragem: Veríssimo com erros
Al Musrati saiu do lance de forte pisão sobre Matheus Nunes com um cartão amarelo, o que pareceu pouco. Aos 62’, Veríssimo, mal, assinala penálti por alegada falta de Sequeira sobre Pote. O VAR estava lá para reverter, bem, a decisão.
Análise aos jogadores
Sp. Braga
Al Musrati - O centrocampista líbio mantém a sua performance de grande atleta intacta. Este domingo segurou o meio-campo praticamente sozinho. Joga de forma simples e com grande rigor. Possante.
Matheus – Sem culpas diretas em nenhum dos golos.
Victor Gomez – Muitas dificuldades para segurar os adversários. Saiu lesionado.
Niakaté – Marcou o golo do 2-2 ao fim da primeira parte. Cometeu alguns erros.
Tormena – O mesmo que o seu parceiro no centro da defesa. Precisam de afinar.
Sequeira – Lutou muito pela esquerda e sempre que possível ajudou no plano atacante.
André Horta – Bons pormenores em transições ofensivas, em ligação com o irmão.
Iuri Medeiros – Jogo com rendimento baixo.
Ricardo Horta – O capitão foi dos melhores da sua equipa. No final, ‘falou’ à bancada.
Vitinha – Jogador com raça, quase marcou no fim o golo que seria da vitória.
Banza – Marcou um golo e deu muito trabalho.
Fabiano – Cumpriu na direita, sobretudo a defender.
Rodrigo Gomes – Dinamizou os flancos.
Castro – Ajudou a segurar o ímpeto da equipa.
Álvaro Djaló – Construiu na esquerda a jogada do empate.
Abel Ruiz – Decisivo ao empurrar a bola para o 3-3.
Sporting
Matheus Nunes - Grande jogo deste médio que Rúben Amorim não quer perder por nada. Participou em dois golos e encheu o campo. Vai ser muito difícil o Sporting segurar este senhor jogador.
Adán – Sofreu três golos mas fez quatro defesas, a última a negar o golo a Vitinha.
Pedro Porro – Um motor na direita. Assistiu Pote para o 1-0 e depois foi perdendo gás.
Gonçalo Inácio – Alguns lances mal resolvidos. Foi subindo de produção.
Coates – O chefe liderou mas também cometeu alguns deslizes defensivos.
Matheus Reis – Bem a defender e a sair a jogar.
Morita – Cumpriu no plano das transições defensivas mas falta-lhe ousadia ofensiva.
Nuno Santos – O rebelde do costume, a jogar e a reagir às jogadas. Espetacular golo.
Pote – Marcou o primeiro golo e dinamizou ataque.
Trincão – Encolhido na primeira parte. Falhou um golo feito aos 37’. Na segunda parte participou mais no jogo.
Paulinho – Jogo menos conseguido do avançado e Rúben Amorim apercebeu-se disso.
St. Juste – Estreou-se na equipa na altura em que a Amorim quis mudar a equipa.
Edwards – Estava no sítio certo para marcar o 3-2.
Ugarte – Deu músculo ao meio-campo e pouco mais.
Rochinha – Grande jogada e assistência para o 3-2.
Ricardo Esgaio – Comido na corrida por Djaló no lance que deu o empate a três bolas.
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