Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Dois erros resultaram numa derrota em Kiev, apesar de Portugal ter tido mais bola e mais oportunidades de golo.
1 / 6
Duas pancadas da Ucrânia provocaram um forte traumatismo nas pretensões imediatas portuguesas no apuramento para o Campeonato da Europa de 2020. Com esta vitória (2-1), os ucranianos garantem a presença na fase final e obrigam Portugal a vencer os próximos dois jogos da qualificação com a Lituânia e o Luxemburgo.
O campeão europeu e vencedor da Liga das Nações não conseguiu superar a Ucrânia, fruto de dois erros defensivos e de um ataque com uma pontaria desafinada. Cristiano Ronaldo cumpriu a sua parte ao fazer um golo, o 700 da carreira, mas não teve direito a festa.
Fernando Santos mexeu no onze com as entradas de Guedes e João Mário para os lugares de Félix e Bruno Fernandes (no jogo anterior). A equipa portuguesa revelou-se perra. Mais, parecia surpreendida pela seleção de Shevchenko. Uma equipa à imagem do treinador. Gosta de tratar bem a bola, tem bons executantes e é objetiva no ataque. Foi isso que aconteceu. Bastaram dois erros e não foi preciso serem graves, mas foram o suficiente para renderem dois golos. Dois murros no estômago do campeão europeu.
O primeiro golo surgiu na sequência de um canto. Rui Patrício ainda travou o cabeceamento de Kryvtsov, mas a defesa foi lenta e Yaremchuk empurrou a bola para a baliza. CR7 dava um grito de revolta. Assumiu as operações. Pela frente teve Pyatov, que defendeu tudo. Livres, cabeceamentos, remates de longa distância.
Portugal tinha mais posse de bola, mais oportunidades e estava balanceado no ataque. Segundo erro. A defesa é apanhada em contrapé e Yarmolenko faz o segundo golo após cruzamento de Mykolenko. Raphaël Guerreiro ficou a marcá-lo... à distância.
A seleção nacional assumiu as rédeas do jogo e criou oportunidades. Em todo o jogo teve 22 remates contra cinco dos ucranianos. No futebol, a eficácia é tudo. Fernando Santos retificou a equipa após o intervalo, mas foi Bruma quem chegou para agitar o ataque. É ele quem ganha o penálti, quando remata e Stepanenko trava a bola com a mão. Penálti e expulsão. Ronaldo, desta vez, não perdeu o duelo. Rematou forte e estava feito o golo 700.
A equipa das quinas não soube aproveitar a vantagem numérica. A ‘ratice’ e a técnica dos ucranianos e fizeram o resto. Aguentaram a avalanche ofensiva portuguesa. Danilo ainda rematou à trave nos descontos, mas a noite era dos da casa.
ANÁLISE
Pyatov foi antídoto
O guarda-redes ucraniano Pyatov esteve intransponível na bola corrida. Muito forte entre os postes e seguro fora deles. Anulou os livres de Ronaldo e a longa distância de Bernardo Silva, Bruno Fernandes e Guedes. Não se notaram os 37 anos.
Defesa portuguesa
A defesa portuguesa revelou-se insegura, o que é pouco habitual. Lenta a reagir no primeiro golo, numa ressalto a defesa de Patrício, e surpreendida no segundo, com algum desposicionamento de Raphaël Guerreiro. E os erros pagaram-se caro.
Arbitragem segura
Uma arbitragem segura do inglês Anthony Taylor. Bem no capítulo disciplinar e bem a ajuizar os lances na área. Demorou um pouco a assinalar o penálti, mas esteve bem ao expulsar Stepanenko, pois o defesa não jogou a bola .
"Jogámos muito com o coração"
"Ao intervalo tentei retificar e as coisas melhoraram um pouco. Jogámos muito com o coração e menos com a cabeça e foi isso que transmiti ao intervalo. Pedi para entrarem com mais cabeça e que fôssemos fortes em termos defensivos, como sempre fomos, manter a concentração e deixar os avançados à vontade", acrescentou.
Fernando Santos deixou ainda uma garantia aos portugueses: "Os próximos dois jogos [com a Lituânia, em casa, e com o Luxemburgo, fora] são duas finais e são para vencer."
CR700 sem direito a festa na Ucrânia Rui Patrício
Nélson Semedo – Preocupou-se em atacar, descurando por vezes a defesa.
Pepe – Um passe errado e falta de ritmo. Mas muita vontade e muito lutador.
Rúben Dias – Menos eficaz do que é habitual, numa defesa descoordenada.
Ronaldo - É o mais inconformado da equipa. Nunca desiste e motiva a equipa. Marcou o golo 700 na carreira na sequência de um penálti, mas não teve direito à merecida festa.
Raphaël Guerreiro – Tal como Semedo, valorizou mais o ataque. Na defesa andou desposicionado e atrasado. Ficou a ver Yarmolenko a marcar o segundo golo.
Danilo – Um cabeceamento por cima e uma bomba à trave já no período de descontos.
João Moutinho – Uns laivos de talento, mas sem conseguir desequilibrar.
João Mário – Novidade no onze. Sofreu muitas faltas.
Bernardo Silva – Não foi o desequilibrador que Portugal precisava.
Gonçalo Guedes – Sofreu várias faltas e Portugal criou perigo nesses livres.
João Félix – Apagado. Ainda anulou um remate de Bernardo Silva.
Bruno Fernandes – Duas bombas que acabaram nas mãos de Pyatov.
Bruma – Entrou e agitou o ataque português. Ganhou o penálti e ‘expulsou’ Stepanenko.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.