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Correio da Manhã

Economia
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FMI alerta para consequências da tensão comercial no crescimento global

Guerra comercial entre Estados Unidos e China está a "pressionar o comércio e o investimento global, sem afetar substancialmente os desequilíbrios".
Lusa 17 de Julho de 2019 às 17:22
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou esta quarta-feira que é "imperativo" evitar políticas que alterem o comércio, em plena escalada da tensão suscitada pelo protecionismo dos Estados Unidos, que tem afetado em particular a China.

"É imperativo que todos os países evitem políticas que levem a distorções no comércio", apontou Gita Gopinath, economista-chefe do FMI, numa conferência de imprensa para dar a conhecer o relatório anual sobre o setor externo.

Gopinath sublinhou que "os países devem abster-se de usar tarifas para resolver os desequilíbrios comerciais bilaterais, já que têm custos para o comércio, o investimento e o crescimento global, e não produzem geralmente efeitos na hora de reduzir desequilíbrios externos".

O FMI explicou numa nota que a atual guerra comercial entre Estados Unidos e China está a "pressionar o comércio e o investimento global, sem afetar substancialmente os desequilíbrios".

Segundo os cálculos do FMI, a tensão terá como consequência uma redução de 0,3 pontos percentuais no crescimento global em 2020, o que acresce ao recuo de 0,2 pontos na expansão de 2019.

A instituição financeira internacional, que se prepara para a saída da sua diretora-geral, Christine Lagarde, em setembro, vai apresentar na próxima semana uma atualização das suas previsões económicas globais.

Em abril, o FMI previu que a economia global cresceria 3,3% este ano, abaixo dos 3,5% que tinha antecipado em janeiro, a terceira revisão em baixa consecutiva em seis meses.

Esta semana foi divulgado que a China teve uma taxa de crescimento de 6,3% no primeiro semestre, a mais baixa em quase três décadas, de acordo com dados oficiais.

Em finais de junho, os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, chegaram a acordo numa reunião do G20 no Japão quanto a mais uma trégua na guerra comercial entre os dois países, o que levou Washington a travar a imposição de novas taxas alfandegárias à China, permitindo também que as empresas norte-americanas vendam componentes ao gigante tecnológico chinês Huawei.

Nos Estados Unidos continuam, no entanto, em vigor taxas para produtos provenientes da China no valor de 250 mil milhões de dólares e a China mantém as retaliações a impostas a importações dos Estados Unidos num total de 110 mil milhões de dólares.
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