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Iberdrola contesta judicialmente suspensão de licenças de projetos eólicos 'offshore' nos EUA

Estados Unidos suspenderam em 22 de dezembro a licença de cinco projetos de energia eólica 'offshore' na costa Leste do país, justificando a decisão com riscos para a segurança nacional.

16 de janeiro de 2026 às 13:34

A Iberdrola contestou judicialmente a decisão do governo norte-americano de Donald Trump de suspender cinco licenças de projetos de energia eólica 'offshore' (em alto mar), que afetam um investimento da empresa.

A ação legal foi iniciada pela Vineyard Wind, empresa conjunta da filial da Iberdrola nos EUA (a Avangrid), e o fundo de investimento Copenhagen Infrastructure Partners (CIP), e contesta a decisão que paralizou uma parte das obras do parque eólico Vineyard Wind, segundo um comunicado divulgado hoje.

Os Estados Unidos suspenderam em 22 de dezembro a licença de cinco projetos de energia eólica 'offshore' na costa Leste do país, justificando a decisão com riscos para a segurança nacional.

Os projetos afetados são o Vineyard Wind 1, o parque eólico desenvolvido pela Iberdrola, em Massachusetts, o Revolution Wind e o Sunrise Wind, em Rhode Island, o CVOW, junto a Virgínia, e o Empire Wind 1, em Nova Iorque.

Esta decisão revogou as concessões atribuídas pelo ex-Presidente dos EUA Joe Biden.

Desde janeiro, quando regressou ao poder, Donald Trump tem vindo a criticar a energia eólica, defendendo que prejudica a paisagem e as aves.

Num comunicado divulgado hoje, citado pela agência de notícias EFE, a Vineyard Wind revela que iniciou uma ação legal num tribunal de Massachussetts e que solicitou a adoção de medidas cautelares em relação à decisão do Governo dos EUA.

A empresa considera que a decisão "viola a legislação" e que "provocará um prejuízo imediato e irreparável ao projeto e às comunidades" se não for suspensa com rapidez.

A Vineyard Wind assegura que continua a colaborar com entidades e agências norte-americanas relacionadas com os oceanos e o ambiente, assim como com o autoridades governamentais, para compreender as questões levantadas pela decisão da Administração de Donald Trump.

Fontes da Iberdrola disseram à EFE que o parque da Vineyard Wind já tinha em funcionamento em dezembro 80% das turbinas, que há meses produzem energia que abastecia cerca de 400 mil residências em Massachusetts.

Segundo a empresa, a decisão do Governo norte-americano permite explicitamente que o projeto continue com a atividade dessas turbinas.

Também a multinacional dinamarquesa Ørsted e a norueguesa Equinor contestaram judicialmente a suspensão das licenças e pediram medidas cautelares em relação aos respetivos projetos.

Os tribunais já deram resposta positiva em relação ao pedido de medidas cautelares em dois casos (o parque Revolution Wind, da Ørsted, e o Empire Wind 1, da Equinor), o que, segundo as empresas, lhes permite retomar a construção dos projetos.

A Ørsted espera ainda uma resposta dos tribunais em relação ao projeto Sunrise Wind.

Quanto à empresa Dominion, do projeto CVOW, espera também uma resposta da justiça em relação ao pedido de medidas cautelares.

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