Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
7

Setor dos reboques ameaça com paralisação nacional em protesto

Preços elevados do gasóleo estão a pôr em causa a sobrevivência das empresas, alerta associação.
Raquel Oliveira 6 de Novembro de 2018 às 01:30
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Empresários dos reboques estão a equacionar fazer uma paralisação nacional, à semelhança do que fizeram em 2008
Os empresários de reboques estão a ponderar avançar com uma paralisação nacional em protesto contra a falta de resposta aos elevados preços dos combustíveis. De acordo com a Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), há muitas empresas "pequenas mas também grandes" em risco de fechar, diz ao CM a secretária-geral da associação, Nelly Valkanova.

"Só entre agosto e outubro, o preço do gasóleo simples passou de 1,359 para 1,426 euros", afirma a dirigente da ARAN, recordando que a diferença face a agosto de 2016 "é abissal". Segundo contas da associação, um serviço em Lisboa a partir do Porto custa em combustível 353,3 euros, mais 68,8 euros do que há dois anos.

O impacto deste aumento é assim "enorme" para estas empresas, em que o gasóleo representa 50% dos custos, adianta a secretária-geral da ARAN, que considera a situação "insustentável".

A associação lamenta a recusa do Executivo em alargar o gasóleo profissional ao setor e pondera marcar uma paralisação por falta de alternativas. "Se estas empresas já tinham um cenário muito complicado quando os valores do combustível eram mais baixos, hoje é praticamente impossível aos empresários conseguirem operar." E criticam o facto de o Executivo preparar apenas mexidas no adicional ao ISP da gasolina.

Para além do preço do gasóleo, as empresas queixam-se de que o preço pago por serviço pelas companhias de assistência em viagem - praticamente o único cliente dos rebocadores - mantém-se o mesmo de 2016.

Os dados mais recentes apontam para a existência de 800 empresas de pronto-socorro, 300 delas associadas da ARAN. Já em 2008, as empresas do setor pararam em protesto contra o aumento dos combustíveis.

Nesse ano, a cotação do barril de petróleo atingiu o seu máximo histórico, em torno dos 140 dólares.
Ver comentários