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Ativistas apelam ao Governo que proteja flotilha com dois portugueses a bordo

Entre os participantes na flotilha encontram-se os cidadãos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, ambos médicos, embarcados no navio Tenaz.

11 de maio de 2026 às 16:46

Dois movimentos de ativistas apelaram esta segunda-feira ao Governo português para proteger a flotilha Global Sumud para a Faixa de Gaza, reagrupada ao largo da Turquia, e em que continuam a participar dois cidadãos portugueses, ambos médicos.

O apelo está numa carta aberta à imprensa, deputados e eurodeputados, com conhecimento do ministro dos Negócios Estrangeiros e da Embaixada e Consulado de Portugal em Telavive, enviada à agência Lusa pelos movimentos Ações Pela Palestina e Occupy for Palestine.

"Vimos apelar à urgente atenção, proteção e acompanhamento da missão humanitária da atualmente ainda composta por dezenas de embarcações civis que seguem em direção a Gaza com o objetivo de prestar ajuda humanitária à população palestiniana", lê-se no documento, confirmado à Lusa pela coordenadora da Ações Pela Palestina, Lara Aladina.

Entre os participantes na flotilha encontram-se os cidadãos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, ambos médicos, embarcados no navio Tenaz, que, tal como dezenas de outras barcos, não foi intercetado pelo exército israelita no final de abril e que levou ao regresso do ativista português Nuno Gomes, que afirmou ter sido torturado pelas tropas de Israel.

"Estes cidadãos portugueses encontram-se expostos a um elevado risco, perante declarações e ações do governo israelita dirigidas contra missões civis de solidariedade para Gaza", lê-se no apelo.

"Apelamos ao Governo português e à União Europeia para que exijam garantias de passagem segura para as embarcações civis da flotilha, defendam o respeito pelo direito internacional humanitário, condenem ataques contra civis, trabalhadores humanitários e missões médicas e tomem posição pública perante o bloqueio imposto à Faixa de Gaza", acrescenta o documento.

Na carta aberta, os dois movimentos pedem também o apoio dos mecanismos internacionais de investigação sobre alegadas violações do direito internacional e crimes contra civis e que tomem medidas e sanções diplomáticas e económicas conforme as decisões e pareceres do Tribunal Internacional de Justiça e demais organismos internacionais e expulsem o Embaixador israelita em Portugal.

A 27 de abril, o exército israelita travou parte da campanha marítima -- que envolvia inicialmente 58 embarcações e mais de duas centenas de ativistas que pretendiam romper o bloqueio naval israelita e a abrir um corredor humanitário permanente na Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária.

Segundo fonte da organização, grande parte dos navios civis com ajuda humanitária e que não foi intercetada pelo exército israelita encontra-se algures perto da costa turca, onde a flotilha está a reagrupar-se para tentar, depois, seguir para a costa da Faixa de Gaza.

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