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"O trânsito por esta área para atravessar o estreito de Ormuz requer a coordenação e autorização da Autoridade para o Estreito do Golfo Pérsico", afirmou a agência iraniana.
O organismo criado pelo Irão para administrar o trânsito marítimo no estreito de Ormuz publicou um mapa do que considera ser a sua jurisdição nesta passagem estratégica, onde os navios devem obter autorização para navegar.
A Autoridade para o Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) indicou que, no leste do estreito, a sua área de controlo estende-se desde a linha que liga o Monte Mubarak, em território iraniano, até à cidade de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), enquanto no lado oeste estaria sob controlo iraniano a região que se estende da ilha iraniana de Qeshm à cidade de Umm al-Quwain (EAU).
"O trânsito por esta área para atravessar o estreito de Ormuz requer a coordenação e autorização da Autoridade para o Estreito do Golfo Pérsico", afirmou a agência iraniana na rede social X.
A Guarda Revolucionária iraniana publicou um mapa semelhante no início deste mês, mostrando as áreas que considera estarem sob o seu controlo militar desde o início da guerra com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, que impuseram um bloqueio aos portos e navios iranianos.
A navegação pelo estreito, que transportava 20% do petróleo mundial antes da guerra, tinha praticamente parado com o bloqueio iraniano, mas nos últimos dias Teerão tem permitido a passagem de alguns navios. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou na quarta-feira que em 24 horas permitiu a passagem de 26 petroleiros e navios comerciais sob a sua "coordenação e proteção".
O Irão quer formalizar a cobrança de portagens para o trânsito marítimo pelo estreito através de um projeto de lei que ainda aguarda aprovação, apesar de o país ter anunciado que em breve anunciará um novo mecanismo para a travessia da zona. Apesar disso, o Banco Central do Irão anunciou no final de abril que já estava a receber pagamentos de navios que atravessavam o estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos responderam ao controlo do estreito de Ormuz pelo Irão com um bloqueio aos portos e embarcações iranianas desde 13 de abril e, até à data, obrigaram 89 embarcações a mudar de rumo, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM).
Uma autoridade dos Emirados Árabes Unidos classificou esta quinta-feira o plano do Irão para controlar o estreito de Ormuz como uma ilusão.
"O regime [iraniano] está a tentar impor uma nova realidade a partir de uma óbvia derrota militar, mas as tentativas de controlar o estreito de Ormuz ou de infringir a soberania marítima dos Emirados não passam de uma ilusão", declarou Anwar Gargash, conselheiro do presidente dos Emirados Árabes Unidos, no X.
As relações entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos estão extremamente tensas desde o início da guerra, que desencadearam uma resposta iraniana contra Israel e os Estados do Golfo, aliados dos Estados Unidos. As instalações petrolíferas em Fujairah foram alvo de ataques em diversas ocasiões.
Perante a quase paralisia do Estreito de Ormuz, as monarquias do Golfo intensificaram a sua cooperação logística e começaram a repensar as suas rotas petrolíferas. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto, o oleoduto "Oeste-Este", que tem como objetivo duplicar a capacidade da empresa petrolífera estatal Adnoc através do porto de Fujairah e está previsto entrar em funcionamento em 2027.
Um oleoduto de 360 quilómetros já liga os campos petrolíferos de Habshan, no oeste dos Emirados Árabes Unidos, a Fujairah.
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