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Crise energética pode piorar este mês

Produção de petróleo teve a maior queda de sempre em março e já se antecipa um agravamento em abril.

15 de abril de 2026 às 01:30

“Abril poderá ser ainda pior do que março para o setor energético”, mesmo que o conflito com o Irão termine entretanto. O alerta é do diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, que explicou que, apesar de alguns navios terem conseguido entregar cargas no mês passado, transportadas antes do início da crise, em abril não foi possível carregar novos navios no Golfo.

“Trata-se da mais importante crise energética da história. E ela diz respeito ao petróleo e ao gás natural, mas também a outros produtos básicos essenciais, como os fertilizantes, os produtos petroquímicos ou ainda o hélio”, referiu Fatih Birol, após uma reunião com Kristalina Georgieva, do Fundo Monetário Internacional, e Ajay Banga, do Banco Mundial, para coordenar respostas ao impacto económico global.

A produção de petróleo teve a maior queda de sempre em março, com menos 360 milhões de barris. A Agência Internacional de Energia já prevê um agravamento para 440 milhões de barris este mês. 

As três instituições alertam para impactos globais desiguais, sobretudo nos países importadores de energia, com riscos para o emprego e segurança alimentar. Apesar disso, garantem capacidade de financiamento até 60 mil milhões de dólares, nos próximos seis meses, para apoiar economias mais afetadas. Ainda assim, os preços dos combustíveis e fertilizantes deverão manter-se elevados, com possíveis escassezes prolongadas mesmo após o fim do conflito.

Entretanto, o Fundo Monetário Internacional estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026. A mesma instituição reviu em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano - abaixo da previsão do Governo (2,3%) - e antecipa que a inflação acelere para 3,1% em Portugal.

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