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EUA vão pedir ao Irão libertação de norte-americanos no âmbito das negociações

Pedido não tinha sido referido no diálogo para pôr fim à guerra.

10 de abril de 2026 às 16:46

A delegação dos Estados Unidos que vai ao Paquistão para negociações de paz com o Irão pretende pedir a libertação de cidadãos norte-americanos detidos por Teerão, noticiou esta sexta-feira o diário The Washington Post.

A equipa negocial, liderada pelo vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, vai apresentar esse pedido, que até agora não tinha sido referido no diálogo para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, avançou o Post.

Os advogados de defesa dos cidadãos norte-americanos detidos indicaram à imprensa local que pelo menos seis pessoas se encontram sob custódia iraniana, capturadas em circunstâncias não especificadas.

A libertação de cidadãos norte-americanos seria, para o Irão, uma "forma simples e sem perdas de sair das atuais hostilidades", disse ao Washington Post Kieran Ramsey, da Global Reach, uma organização sem fins lucrativos centrada em garantir a libertação de reféns norte-americanos.

Antes de partir para o Paquistão, Vance afirmou estar confiante de que as conversações de paz para pôr fim à guerra com o Irão "serão positivas", embora se tenha mostrado cauteloso.

O vice-presidente norte-americano insistiu que "se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé", Washington estará "disposto a estender-lhes a mão", mas acrescentou: "Se tentarem enganar-nos, perceberão que a equipa negocial não é muito recetiva".

As negociações decorrem num momento delicado para a economia mundial, devido ao aumento dos preços dos hidrocarbonetos devido ao bloqueio iraniano do estreito de Ormuz à passagem de petroleiros, em retaliação aos bombardeamentos norte-americanos e israelitas.

A reabertura desta importante via navegável para o transporte de 20% do petróleo mundial será um dos pontos fundamentais das negociações em Islamabad.

Outra questão sensível é o cumprimento do cessar-fogo e a sua interpretação, sendo a continuação da ofensiva israelita ao Líbano um ponto de discórdia.

Israel expressou a intenção de continuar a atacar o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, no Líbano, apesar do pedido do Presidente norte-americano, Donald Trump, ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para reduzir as operações israelitas na região.

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