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Miguel Díaz-Canel assegura que não vai renunciar à presidência de Cuba apesar de pressão dos EUA

Trump já se referiu a Cuba como "uma nação falhada" e, desde a captura de Nicolás Maduro, bloqueou o envio de petroleiros que a Venezuela enviava para a ilha.

10 de abril de 2026 às 09:44

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, assegurou quinta-feira que não vai renunciar ao cargo, durante uma entrevista com a estação televisiva norte-americana NBC, citada pela agência Efe.

"Renunciar não faz parte do nosso vocabulário", disse o líder cubano à jornalista da NBC, quando lhe perguntou se já se equacionou demitir-se para "salvar o seu país".

De acordo com o líder cubano, "em Cuba, quem ocupa os cargos de liderança não são eleitos pelo governo norte-americano nem contam com um mandato desse governo", assegurou Díaz-Canel na entrevista à NBC, a primeira a um órgão de comunicação social dos Estados Unidos.

"Temos um Estado livre e soberano (...) gozamos de autodeterminação e independência, e não estamos sujeitos aos desígnios dos Estados Unidos", concluiu.

As declarações de Miguel Díaz-Canel surgem em pleno aumento de pressão da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o seu país, em busca de uma mudança de regime.

Trump já se referiu a Cuba como "uma nação falhada" e, desde a captura do então presidente Nicolás Maduro em Caracas, bloqueou o envio de petroleiros que a Venezuela enviava para a ilha.

Segundo a agência Efe, o presidente cubano mostrou-se incomodado quando a entrevistadora da NBC lhe perguntou se considerava renunciar, tendo Díaz-Canel ripostado se a jornalista poderia fazer a mesma pergunta a Donald Trump ou se aquela pergutna era uma ordem do Departamento de Estado.

"Podemos negociar, mas sobre a mesa [tem de se estar] sem pressões ou tentativas de uma intervenção norte-americana", defendeu.

Em março, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assegurou que o sistema económico de Cuba se encontra falido e sugeriu a possibilidade de uma mudança de governo.

Na quinta-feira, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Ryabkov, visitou Havana para anunciar um segundo envio de petróleo desde a Rússia para Cuba, de forma a quebrar o embargo imposto por Washington.

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