Emmanuel Macron disse que "protege os franceses, os seus aliados e apoia o Líbano".
França vai enviar um porta-helicópteros anfíbio para o Mediterrâneo "para completar o dispositivo" militar enviado por Paris face à guerra no Médio Oriente, indicou esta sexta-feira o Estado-Maior das Forças Armadas.
"Um porta-helicópteros anfíbio está a ser destacado para o Mediterrâneo para completar o dispositivo das forças armadas francesas no quadro da crise no Próximo e Médio Oriente", afirmou uma porta-voz do Estado-Maior, confirmando à agência noticiosa France-Presse (AFP) uma informação avançada pelo jornal Le Marin.
No outono de 2024, um navio deste tipo foi pré-posicionado ao largo do Líbano por precaução, caso fosse necessário desencadear uma operação de repatriamento de cidadãos franceses, numa altura em que Israel enfrentava o Hezbollah libanês, como acontece atualmente.
Na noite de quinta-feira, numa sessão de perguntas e respostas com internautas no Instagram, o Presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu que a França não vai participar na guerra contra o Irão.
"Percebo perfeitamente e compreendo as suas preocupações, mas quero ser muito claro: a França não faz parte desta guerra. Não estamos em combate e não nos vamos envolver nela", disse Macron em resposta a um jovem internauta.
Macron disse que "protege os franceses, os seus aliados e apoia o Líbano".
Quinta-feira, o Presidente francês anunciou um plano para fazer face às atividades militares do Hezbollah, ao mesmo tempo que prometeu apoio militar ao governo libanês, sublinhando também estar a trabalhar na criação de uma coligação internacional para garantir a segurança das rotas marítimas essenciais para a economia global na região.
Desde o início do conflito, no passado sábado, Paris tem mantido uma postura "estritamente defensiva", segundo o Presidente francês, Emmanuel Macron, que, na terça-feira, anunciou o envio de meios militares adicionais para o Mediterrâneo Oriental, incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle, para reforçar a segurança dos interesses franceses na região.
O chefe de Estado francês tem defendido que a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão foi conduzida "fora do direito internacional", sublinhando, contudo, que França deve garantir a segurança dos seus cidadãos, bases militares e aliados.
Nesse sentido, a França garantiu que os aviões militares norte-americanos autorizados a utilizar a base aérea de Istres, no sudeste do país, não participarão em operações dos Estados Unidos da América contra o Irão.
Segundo o Estado-Maior francês, os aparelhos norte-americanos aceites na base não são aeronaves de combate e foram autorizados apenas para missões de apoio operacional e o país exigiu "garantias plenas" de que esses meios não participariam "de forma alguma nas operações conduzidas pelos Estados Unidos no Irão".
Paris mantém acordos de defesa com o Qatar, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, além de compromissos de segurança com a Jordânia e o Iraque, países que têm sido alvo de ataques aéreos iranianos.
A ministra acrescentou que seis caças Rafale foram destacados para os Emirados como reforço das capacidades militares francesas na região.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
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