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Futebolista iraniana muda de ideias sobre asilo humanitário na Austrália

Jogadoras não cantaram o hino nacional no primeiro jogo da Taça Asiática, pelo que foram qualificadas de "traidoras" em tempos de guerra.

11 de março de 2026 às 08:45

O Governo da Austrália disse, esta quarta-feira, que uma das sete jogadoras da seleção de futebol do Irão que tinha recebido asilo humanitário no país mudou de ideias.

Na terça-feira, cinco futebolistas tinham manifestado o desejo de permanecer na Austrália por motivos de segurança e receberam vistos humanitários. Posteriormente, uma jogadora e uma integrante da equipa técnica aceitaram também a oferta de proteção.

A situação das futebolistas tinha gerado preocupação depois de não terem cantado o hino nacional no primeiro jogo da Taça Asiática, o que provocou críticas da televisão estatal iraniana, que as qualificou de "traidoras" em tempos de guerra.

Mas o ministro australiano do Interior, Tony Burke, disse, esta quarta-feira, que uma das jogadoras mudou de ideias e contactou a Embaixada do Irão na Austrália a pedir para ser recolhida.

Algo que levou à revelação da localização das sete requerentes de asilo iranianas, até então mantida em segredo por razões de segurança.

Burke indicou que, após essa decisão, as outras requerentes que desejam permanecer na Austrália foram transferidas "de imediato" para outro local, a fim de garantir a sua segurança.

Um porta-voz da Confederação Asiática de Futebol indicou, esta quarta-feira, à agência de notícias EFE que a seleção feminina iraniana encontra-se na Malásia.

As futebolistas, que partiram na noite de terça-feira num voo desde a cidade australiana de Sidney, encontram-se num hotel em Kuala Lumpur, disse o porta-voz.

"A Confederação Asiática de Futebol dará todo o apoio necessário à equipa durante a sua estadia [na Malásia] até que se confirmem os preparativos da próxima viagem", afirmou à EFE um porta-voz da entidade, sem especificar qual será o próximo destino.

O representante da confederação sublinhou que a prioridade é "o bem-estar e a segurança" das jogadoras, apelando aos meios de comunicação para que respeitem a privacidade das integrantes da delegação.

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