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Irão voltar a fechar Ormuz e ataca navios

Teerão diz que medida é retaliação pelo bloqueio americano aos portos iranianos. Quase dois terços dos portugueses consideram Trump e os EUA são os principais culpados pela guerra no Irão.

19 de abril de 2026 às 01:30

O Irão voltou este sábado a fechar o Estreito de Ormuz, menos de 24 horas depois de ter anunciado a reabertura total daquela via marítima crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O regime de Teerão alega que a decisão de voltar a fechar o Estreito está relacionada com a recusa dos EUA em levantar o bloqueio naval imposto na semana passada aos portos iranianos.

“Enquanto os Estados Unidos não garantirem de forma plena o direito de passagem de todos os navios de e para os portos iranianos, a situação no Estreito de Ormuz reverterá para o seu estado anterior, sob controlo rigoroso das Forças Armadas do Irão”, informou o comando militar conjunto iraniano num comunicado transmitido pela TV estatal. Pouco após este anúncio, lanchas iranianas abriram fogo sobre um petroleiro e um cargueiro que se preparavam para atravessar o Estreito, causando danos ligeiros.

O regime de Teerão tinha anunciado na sexta-feira a “reabertura total” do Estreito de Ormuz na sequência do cessar-fogo acordado entre Israel e o Hezbollah no Líbano. No mesmo dia à noite, Donald Trump anunciou que o bloqueio naval aos portos iranianos iria manter-se como forma de pressão para obrigar o Irão a assinar um acordo de paz.

Este sábado, o presidente dos EUA avisou o Irão para “não fazer chantagem” com o bloqueio do Estreito de Ormuz. “Eles decidiram armar-se em engraçadinhos, como têm feito nos últimos 47 anos. Estamos a falar com eles... Eles querem fechar o Estreito outra vez mas não podem chantagear-nos”, afirmou Trump, que apesar do sucedido se mostrou otimista com o sucesso das negociações de paz, as quais disse estarem a correr “muito bem”, prometendo “mais informações ao final do dia”.

Recorde-se que o cessar-fogo de 10 dias acordado na semana passada expira ao final do dia desta terça-feira e, apesar dos esforços dos mediadores paquistaneses, os dois lados ainda não anunciaram uma segunda ronda de negociações.

Quase dois terços (63,8%) dos portugueses consideram que Donald Trump e os EUA são os principais culpados pela guerra no Irão, segundo indica o mais recente Barómetro da Intercampus para o CM e a CMTV. Já 15% dos inquiridos dizem que o principal responsável pela guerra é Israel e apenas 10,5% consideram que a culpa é do Irão. Por outro lado, uma maioria esmagadora (84,2%) recusa que Trump tenha feito bem em iniciar a guerra, enquanto mais de metade (57,1%) considera o Presidente dos EUA como a personalidade mais prejudicial para o futuro da Humanidade. 

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