Presidente francês disse também não ter provas de que o estreito de Ormuz foi minado.
O Presidente francês avisou esta quarta-feira que as capacidades militares do Irão "não foram reduzidas a zero", contrariando o homólogo norte-americano e disse não ter provas de que o estreito de Ormuz foi minado.
Emmanuel Macron instou Donald Trump a "esclarecer os seus objetivos finais e o ritmo que pretende impor às operações militares" no Irão, num encontro por videoconferência com os homólogos do G7, que reúne as democracias mais ricas do mundo, incluindo os Estados Unidos.
O líder da Casa Branca afirmou que a guerra no Irão vai terminar "em breve", alegando que "praticamente não há mais nada para atacar" na República Islâmica, alvo de uma ofensiva aérea israelo-americana desde 28 de fevereiro.
Questionado sobre a plantação de minas do estreito de Ormuz, Macron afirmou não ter informações sobre o assunto, nem dos serviços de informação de Paris, nem dos aliados.
"Li que isso podia ser possível, mas não tenho confirmação", declarou, depois de Washington ter reclamado na terça-feira à noite a destruição de vários navios iranianos, incluindo 16 lançadores de minas, nas proximidades desta via marítima vital para o transporte de petróleo na região.
O Presidente francês destacou que "não estão reunidas as condições" para realizar uma missão de garantia do comércio marítimo no estreito de Ormuz, que é "uma zona de guerra", mas insistiu que deve ser organizado um sistema de escolta quando necessário.
Macron acrescentou que os países do G7 concordam que o bloqueio do estreito de Ormuz "não justifica de forma alguma o levantamento das sanções" contra a Rússia, que incidem em particular na indústria petrolífera desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Na reunião do G7, na qual participaram também os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, António Costa e Ursula von der Leyen, respetivamente, o chefe de Estado da França instou os parceiros a pedirem aos outros países que se abstenham de implementar "quaisquer restrições" às exportações de petróleo e gás que possam desestabilizar os mercados.
Macron salientou a "sessão de trabalho produtiva" realizada na terça-feira entre o Grupo de Energia do G7 e a Agência Internacional de Energia (AIE), cujos 32 países membros decidiram, por unanimidade, libertar 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas estratégicas para compensar as perdas de abastecimento provocadas pela interrupção do Estreito de Ormuz.
Esta decisão "equivale a aproximadamente 20 dias do volume exportado pelo estreito", explicou Macron, referindo que os países do G7 "representam 70% deste anúncio e que a implementação nacional dependerá da decisão de cada país".
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