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"Olho por olho" contra EUA e aliados: Irão promete ataques

Os iranianos ameaçaram "dobrar" os ataques sofridos, ameaçando com duas ofensivas por cada uma sofrida.

09 de julho de 2026 às 01:30

Os ataques dos EUA, na madrugada de ontem, contra posições iranianas no sul do país obrigaram Masoud Pezeskhian a regressar de urgência a Teerão. O presidente do Irão estava em Najaf, no vizinho Iraque, para participar nas cerimónias fúnebres do antigo líder supremo xiita, Ali Khamenei, que passaram por aquela cidade e também por Karbala, antes do regresso a solo iraniano para o enterro que acontecerá, esta quinta-feira, em Mashhad. O enterro encerra uma semana de evocações e vai realizar-se na terra natal do homem que foi referência espiritual dos iranianos, morto num ataque dos EUA e de Israel no final de fevereiro quando os dois aliados declararam guerra a Teerão.

A ofensiva norte-americana de quarta-feira foi justificada com os ataques no estreito de Ormuz, atribuídos ao Irão, contra vários navios e logo se percebeu que ela iria comprometer o memorando de entendimento com vista à paz rubricado pelos dois países. Foi, por isso, sem grande surpresa que o anúncio do fim da frágil trégua feito pelo presidente dos EUA, na capital da Turquia, foi recebido no Irão. De resto, apelos efusivos feitos pelos mais fervorosos seguidores de Ali Khamenei deixaram claro, durante os dois dias de cerimónias evocativas na grande Mussala da capital, que o memorando de entendimento nunca deveria ter sido assinado e que tal constituiu, para os setores mais radicais, um rebaixamento do Irão face aos inimigos.

Aslam Kanram, que servia ontem à tarde biscoitos de pistachio e sumos naturais gelados de manga, para fazer face aos 38 graus que se faziam sentir junto ao imenso e cuidado bazar central de Teerão, também acha que "o Irão não deve discutir a paz com quem nos ataca e mata os líderes"

'Sem surpresa, Aslam e muitos iranianos, apoia a política de "olho por olho, dente por dente" que continua a adiar a paz nesta região. Na sequência da ofensiva dos EUA contra 80 alvos no sul do Irão, a Guarda Revolucionária iraniana respondeu com ataques ao Bahrein e ao Kuwait, aliados tradicionais de Washington. Os iranianos ameaçaram "dobrar" os ataques sofridos, nomeadamente os esperados para passada madrugada, ameaçando com duas ofensivas por cada uma sofrida. E, claro, voltar a usar a sua principal bomba, que é o fecho do estreito de Ormuz.

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