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Secretário de Energia dos EUA promete escolta militar no Estreito de Ormuz para breve

Pelo Estreito de Ormuz passam entre 20% e 25% de todo o comércio marítimo de petróleo e, para países como a Índia, é a via de trânsito de quase metade das suas importações de petróleo bruto.

06 de março de 2026 às 15:21

O secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, garantiu esta exta-feira que a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar brevemente os navios mercantes através do Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra com o Irão.

Segundo Wright, em entrevista à Fox News, a escolta militar para o trânsito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã será implementada "tão breve" quanto possível, mas que, para já, os recursos militares mobilizados na zona estão focados em reduzir as capacidades militares iranianas.

Há dois dias, o Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu que os Estados Unidos forneceriam um seguro contra riscos às companhias de navegação que necessitassem de transitar pelo Estreito de Ormuz e que, se necessário, uma escolta naval seria acionada para garantir a passagem por esta via marítima estratégica.

Na quinta-feira, Trump afirmou ainda que novas ações são "iminentes" para garantir o fluxo de gás e petróleo através do Estreito de Ormuz, que o Irão ameaçou bloquear, resultando numa diminuição significativa do tráfego através desta importante via marítima.

Pelo Estreito de Ormuz passam entre 20% e 25% de todo o comércio marítimo de petróleo e, para países como a Índia, é a via de trânsito de quase metade das suas importações de petróleo bruto.

O preço do petróleo rondava hoje os 90 dólares por barril, enquanto o preço da gasolina nos Estados Unidos, um indicador essencial para Trump neste ano eleitoral, subiu em média cerca de 10% e aproxima-se agora dos 3,40 dólares por galão.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

O conflito afetou os mercados internacionais de petróleo e gás, de transporte de mercadorias e passageiros, e o setor do turismo na região fazendo recear uma crise da economia global.

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