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Teerão formaliza criação de organismo para gerir estreito de Ormuz

Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico terá como responsabilidade "aprovar o trânsito de navios e cobrar taxas de passagem no estreito de Ormuz".

18 de maio de 2026 às 12:54

O Irão formalizou esta segunda-feira a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos que Teerão controla desde o início da guerra.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) já tem uma conta oficial, através da qual irá fornecer "atualizações em tempo real sobre as operações" no estreito.

O anúncio foi partilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária, noticiou a agência France-Presse (AFP).

O Irão bloqueou o estreito de Ormuz desde que sofreu uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.

Teerão respondeu também com ataques contra os países da região, numa guerra que causou já milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.

As competências exatas da nova estrutura não foram divulgadas de imediato, mas, segundo o jornal especializado Lloyd's List, cabe à PGSA "aprovar o trânsito de navios e cobrar taxas de passagem no estreito de Ormuz".

As embarcações são obrigadas a fornecer informações detalhadas sobre o proprietário, o seguro, os membros da tripulação e a rota de trânsito prevista, de acordo com a mesma fonte.

No início de maio, a televisão estatal iraniana Press TV apresentou o novo organismo como um "sistema destinado a exercer a soberania" do Irão sobre o estreito de Ormuz.

O presidente da comissão parlamentar de segurança nacional, Ebrahim Azizi, afirmou no domingo que o país tinha "instituído um mecanismo profissional de gestão de tráfego" no estreito, que estaria operacional em breve.

Desde o início do conflito, o Irão tem insistido que o tráfego no estreito "não voltará à situação anterior à guerra".

Teerão anunciou em abril que arrecadou as primeiras receitas provenientes das portagens impostas nesta via estratégica.

O controlo iraniano da passagem marítima por onde circula habitualmente cerca de um quinto da produção mundial de petróleo perturba os mercados energéticos globais e confere a Teerão um importante trunfo estratégico.

Os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril, decretado um dia depois de terem falhado as primeiras negociações sobre o fim da guerra, sob mediação do Paquistão.

Para a realização das conversações, as duas partes concordaram com um trégua, que está em vigor desde 08 de abril.

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