Uma "aberta" na manhã chuvosa permitiu o início do desfile que juntou apoiantes de António Filipe nas ruas de Queluz, onde o candidato apoiado pelo PCP e PEV se sentiu "quase em casa".
Faça chuva ou faça sol, a candidatura de António Filipe "não vacila" e desfilou esta terça-feira em Queluz, concelho de Sintra, para alertar contra as "intempéries políticas" que assolam o país.
Uma "aberta" na manhã chuvosa permitiu o início do desfile que juntou apoiantes de António Filipe nas ruas de Queluz, onde o candidato apoiado pelo PCP e PEV se sentiu "quase em casa".
"O Jerónimo [Sousa] costuma dizer que nós fazemos boa cara ao mau tempo e tem que ser assim. Felizmente está-se a aguentar, mas eu vi a coisa mal parada, quando saí de casa chovia torrencialmente", referiu António Filipe, para acrescentar depois: "Avançamos sempre com confiança".
"Esta é uma candidatura que não se intimida, não nos intimidámos com as intempéries, as intempéries climatéricas e intempéries políticas que assolam o país", afirmou, já depois, num pequeno discurso dirigido aos apoiantes que o acompanharam.
Mais do que "as chuvadas" que "podem cair em cima", são as "intempéries políticas" que "fustigam os direitos do povo português" que o preocupam.
E é, frisou António Filipe, "preciso resistir a isso".
"Faça chuva ou faça sol, esta é uma campanha que não vacila. Aqui não se vacila. Este é um candidato e esta é uma candidatura que já mostraram que não vacilam ", afirmou também João Ferreira, vereador comunista na Câmara de Lisboa.
Continuou: "Perante os confrontos que percorrem a nossa sociedade aqui não se vacila".
João Ferreira sublinhou que "aqui não se hesita, não se vacila" na luta contra o pacote laboral, pelo direito à saúde, habitação, educação e cultura.
"Abril sempre, António a presidente", "A lutar por quem trabalha o António nunca falha", "Nem direita nem centrão, António é a solução" e "António a Presidente é preciso e é urgente" foram as palavras de ordem que acompanharam o desfile.
António Filipe fez algumas paragens para cumprimentar populares e comerciantes, entrou em algumas lojas e parou para um café no "Combatente", onde uma imigrante angolana pediu atenção para os problemas de quem escolhe Portugal para viver.
O candidato respondeu que "todos têm de viver bem", enquanto a imigrante apontou: "Trabalhamos para isso e queremos também andar direito", despedindo-se com o desejo de uma "boa campanha".
Depois, aos jornalistas, a imigrante disse estar preocupada com esta campanha porque não se sabe quem vai "dar melhor direitos aos imigrantes".
"A nossa estadia aqui é fazer o que temos que fazer, descontos e trabalhar, para desenvolver também o país. É o que nós queremos", acrescentou.
António Filipe aproveitou a manhã para voltar a falar de saúde e das preocupações dos administradores hospitalares com a "decisão do Governo de limitar as contratações de profissionais" para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
"Como é possível com a situação que estávamos a passar, haver milhares de pessoas sem médico de família e tantas pessoas a passar horas sem fim nas urgências hospitalares e a decisão do Governo agora é limitar as contratações profissionais", realçou.
Nesta segunda semana de campanha oficial, o candidato presidencial apoiado pelo PCP e pelo PEV aposta mais em iniciativas de rua. Depois do desfile em Queluz junta-se, hoje à tarde, à manifestação convocada pela CGTP-IN contra o pacote laboral, que tem sido um dos principais temas de campanha de António Filipe.
"Ouvir as pessoas ajuda-nos a ter uma compreensão daquilo que é preciso fazer e dos problemas que é preciso resolver", realçou o candidato que não avança com metas para as eleições.
As presidenciais realizam-se domingo e a segunda volta, a acontecer, decorrerá a 08 de fevereiro.
"A única garantia é que eu cá estarei independentemente do resultado, que eu espero que seja um bom resultado, mas no dia seguinte eu estarei cá com a mesma determinação de sempre, seja qual for o resultado", garantiu.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
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