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Cotrim Figueiredo envia carta a Montenegro e compromete-se a ser aliado do Governo nas reformas em três áreas essenciais

Informação foi revelada pelo candidato presidencial durante o discurso num jantar de campanha em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

08 de janeiro de 2026 às 23:20

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo enviou esta quinta-feira uma carta ao primeiro-ministro comprometendo-se a ser um aliado do Governo e a dar-lhe "respaldo político" se decidir avançar com reformas na saúde, economia e segurança social.

"Quero informar-vos que dirigi hoje uma carta ao senhor primeiro-ministro, carta essa que tornarei pública, em que me comprometo a ser um aliado do Governo e a fornecer o respetivo respaldo político se o Governo optar decididamente e corajosamente por introduzir mudanças substantivas, reformas se quiserem chamar-lhe assim, nomeadamente em três áreas", revelou o também eurodeputado durante o discurso num jantar de campanha em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

As três áreas em questão são as da saúde, da economia e da segurança social, especificou, acrescentando que estas são áreas essenciais e que precisam mesmo de reformas profundas.

"Espero que o senhor primeiro-ministro veja nesta missiva e nesta abertura um sinal de que estarei ao lado de qualquer Governo que entenda proceder a reformas corajosas e, muitas delas, tantas vezes adiadas por falta de condições políticas", apontou.

Enquanto se ouviam aplausos na sala, onde estavam cerca de 175 apoiantes, Cotrim Figueiredo frisou que tenciona dar essas condições políticas ao Governo de Luís Montenegro.

Na missiva, distribuída aos jornalistas, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal explica que na saúde quer garantir que o sistema, com acesso e cuidados de qualidade, funciona para todos, independentemente da condição socioeconómica, idade ou área de residência.

"Isto tem que ter solução e quero encorajar o Governo a faze-lo", vincou.

Já na economia, Cotrim Figueiredo quer que os rendimentos de todos os portugueses cresçam para que possam fazer face ao aumento do custo de vida.

"Não é possível continuarmos a ter o custo de vida que temos em Portugal e salários absolutamente inaceitáveis de baixos", considerou.

No que concerne à segurança social, o antigo líder da IL defendeu que só com uma reforma profunda será possível melhorar as pensões a pagamento no presente, sem hipotecar o futuro dos mais jovens e das gerações vindouras.

Em sua opinião, é essencial que o próximo Presidente da República colabore construtivamente com o Governo para poder mudar Portugal e devolver a esperança aos portugueses que "estão desesperados com os problemas na saúde, na educação, nos salários baixos, na habitação e na justiça", ressalvou.

O candidato presidencial reforçou que o país não tem tempo a perder e que precisa de um rumo claro, de prioridades bem definidas e de um Presidente da República que seja cooperante com o Governo e que contribua para promover um espírito generalizado de adesão a políticas que verdadeiramente transformem o país e que o preparem para os desafios internos e externos.

"Conte comigo. Conto consigo. Os portugueses contam connosco", concluiu Cotrim Figueiredo.

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