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Gouveia e Melo diz que falhas na saúde não se devem a um problema de recursos

Candidato presidencial alertou para a falta de profissionais de saúde e para problemas de organização.

08 de janeiro de 2026 às 23:49

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo recusou esta quinta-feira que as falhas na saúde se devam a um problema de recursos, sugerindo que a questão é de organização e questionando quem vai tripular as novas viaturas que o Estado vai adquirir.

"Lembro agora do que é que está a acontecer na saúde e não me parece bem que venham dizer que é um problema de recursos. Vejam só isto: estamos em perigo de haver duas viaturas na região de Aveiro, de elas não poderem trabalhar porque os médicos não existem e hoje a solução é comprar mais viaturas, 200 e tal viaturas. Que médicos é que vão para essas viaturas? Quem é o pessoal que vai para essas viaturas? Como é que vamos manter essa frota? Com que organização, com que liderança? É mais um `boy´? É isto que nós queremos neste país?", questionou.

O candidato discursava durante um jantar com apoiantes, em Fafe, no distrito de Braga, no dia em que foi tornado público que o Governo tinha aprovado, na quarta-feira, a aquisição de 275 novas viaturas - 163 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos - para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num investimento de 16,8 milhões de euros.

Gouveia e Melo insistiu na ideia de que a sua candidatura é a única que não pertence ao sistema, frisando, contudo, que não é contra os partidos: "Eu sou é contra o sistema dominado pelos partidos e a Presidência da República não é uma eleição partidária como estão a transformar", sublinhou.

Segundo o candidato, este sistema tem medo de si porque diz a verdade: "Quando estávamos a falar da saúde, eu fui o primeiro a dizer que estamos perante um problema de organização, que estamos perante um problema de liderança", referiu, recuperando a ideia do ex-primeiro-ministro António Guterres de que havia um pântano político em Portugal.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada defendeu, ainda, que é o único candidato que "conhece o Estado por dentro" e "que trabalhou no Estado", numa área "em que não havia maneira de meter lá nenhum 'boy' ou nenhuma 'girl' porque tinham de ir para o mar ou para a frente de combate".

"E não éramos promovidos porque estávamos ligados a algum partido ou tínhamos um cartão partidário, há uma diferença muito grande. Os partidos são importantes para a democracia, não é nada disso que eu estou aqui a pôr em causa, são muito importantes para a democracia, mas não podem continuar assim", concluiu.

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