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Grupo de reitores apoia Seguro por dar "papel essencial" ao conhecimento

Declaração de apoio é subscrita por nomes como a reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues, e o reitor da Universidade Nova de Lisboa, Paulo Pereira.

03 de fevereiro de 2026 às 20:11

Atuais e antigos reitores manifestaram esta terça-feira apoio a António José Seguro por defender uma sociedade em que o conhecimento tem um "papel essencial", ao contrário do projeto do seu opositor nas presidenciais, André Ventura, que acusam de "ostracizar cidadãos".

A declaração de apoio, a que a agência Lusa teve acesso, é intitulada "Defender a Democracia, Valorizar o Conhecimento" e subscrita por nomes como a reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues, o reitor da Universidade Nova de Lisboa, Paulo Pereira, e os reitores das universidades do Porto, Algarve, Coimbra, Beira Interior, Évora ou Açores.

"O processo eleitoral para Presidente da República não pode ser indiferente às comunidades académicas. No próximo dia 08 de fevereiro, os portugueses vão ser chamados a escolher entre dois candidatos que transportam consigo projetos políticos e visões de sociedade radicalmente diferentes", defendem.

Considerando que este "é um tempo de escolhas", estes académicos defendem que Seguro "pugna por uma sociedade democrática, aberta, tolerante, humanista e livre, em que o conhecimento tenha um papel essencial".

Sem citar o nome de André Ventura, estes apoiantes do candidato presidencial apoiado pelo PS defendem que o projeto o presidente do Chega "divide os portugueses entre bons e maus, põe em causa a separação de poderes" e "ostraciza cidadãos", sendo "incompatível com o sistema de valores" que hoje é marca das instituições de ensino superior.

Em Seguro, os subscritores deste apoio reconhecem "um futuro Presidente da República capaz de defender e promover os valores democráticos, da liberdade, igualdade, solidariedade e respeito pelo outro".

"Habilitado para atuar como mediador ativo no interior do sistema político, respeitando as normas constitucionais e promovendo a convergência entre as forças sociais e políticas", enaltecem.

Para estes nomes da academia, o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais "exercerá com independência e integridade as suas funções" e "será fator de estabilidade e de esperança".

"António José Seguro, como Presidente da República, representará todos os portugueses, será capaz de unir e não de dividir, e ajudará à construção de uma sociedade mais livre, mais desenvolvida e mais justa", defendem.

Na perspetiva destes apoiantes, a natureza das instituições de ensino superior "não são separáveis dos valores da democracia, da liberdade e do respeito pelos direitos humanos", valores esses que consideram que "têm caracterizado a sociedade portuguesa e dão suporte a princípios que são essenciais para as instituições", como "a autonomia institucional, a liberdade académica e a valorização social do conhecimento científico".

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