Lista conta com nomes das áreas da Música, da Literatura, do Teatro, do Cinema, da Dança, das Artes Visuais, do Humor, da Ilustração, da Rádio e da Televisão.
Mais de 500 pessoas ligadas ao setor da Cultura declararam apoio ao candidato presidencial António José Seguro num manifesto esta sexta-feira divulgado, que convidam "todos os amantes e defensores da liberdade, da cultura e da dignidade humana" a subscrever.
O documento, enviado hoje à agência Lusa, conta com 509 subscritores, entre "criadores, trabalhadores, pensadores e agentes" do setor da Cultura.
A lista conta com nomes das áreas da Música, da Literatura, do Teatro, do Cinema, da Dança, das Artes Visuais, do Humor, da Ilustração, da Rádio e da Televisão.
Manuel Alegre, Hélia Correia, Xutos & Pontapés, Rui Reininho, Catarina Furtado, Capicua, Maria do Céu Guerra, Rui Horta, Cristina Branco, Carolina Deslandes, Frankie Chavez, Iolanda, Joana Alegre, João Monge, Lena D'Água, Luís Represas, Benjamim, Valete, Manel Cruz, Manuela Azevedo, Martim Sousa Tavares, Miguel Ângelo, Noiserv, Paulo Furtado, Paulo de Carvalho, Salvador Sobral, Sérgio Godinho, Tomás Wallenstein, Valete, Simão Cayatte, Rui Zink, Rita Cabaço, Ricardo Pais, Ricardo Neves-Neves, Sandra Faleiro, Sandra Barata Belo, Nuno Markl, Nuno Camarneiro, Nuno Artur Silva, Madalena Sá Fernandes, Miguel Guedes, Maria do Rosário Pedreira, Margarida Gil, Maria Imaginário, Marco Horácio, César Mourão, Luísa Costa Gomes, Luís Filipe Castro Mendes, Luís de Matos, Luísa Sobral, José Pedro Gomes, José Jorge Letria, João Fazenda, Joana Santos, Joana Craveiro, Ivo Canelas, Inês Meneses, Hugo Van Der Ding, Gabriela Barros, Ana Vidigal, Francisco Moita Flores, Fernando Rocha, Fernando Pinto do Amaral, Eduardo Madeira, Ana Pérez-Quiroga, David Machado, André Letria, Bárbara Guimarães, Afonso Cruz e António Jorge Gonçalves estão entre os 509 subscritores do manifesto.
António José Seguro é um dos candidatos que competem na segunda das eleições presidenciais portuguesas, marcada para 08 de fevereiro.
Militante do PS, António José Seguro, que venceu a primeira volta, em 18 de janeiro, com 31,1% dos votos, defronta na segunda volta o líder do partido Chega, André Ventura, que obteve 23,5% dos votos.
Os subscritores do manifesto declaram apoio "ao candidato que garante a Democracia, a proteção do Estado Social, as diferentes Liberdades e o respeito pelos mais frágeis e invisíveis".
"Contra a tentação regressiva, afirmamos uma visão de futuro feita de criatividade, pensamento crítico e diversidade. Um futuro que reconheça que somos uma comunidade profundamente misturada, plural nas suas origens, múltipla nas suas expressões, e incomparavelmente mais rica por essa mesma mistura", referem.
Os subscritores alertam para a "normalização e crescimento do discurso de ódio" e uma "tentativa deliberada de reabrir feridas que a História já mostrou onde conduzem", referindo que a Cultura "conhece bem estes sinais", visto que "sempre foi a primeira linha de resistência contra o autoritarismo".
"Sabemos que todas as derivas autoritárias começam pelo ataque à liberdade de expressão, pela desconfiança em relação ao pensamento crítico, pela perseguição simbólica ou real à diferença. Estas pretensas novas soluções apresentam-se muitas vezes disfarçadas de ordem, moral ou identidade, mas conduzem sempre ao mesmo destino: o silêncio imposto, a exclusão legitimada, a repetição do medo e o empobrecimento coletivo", sustentam.
O apoio a António José Seguro, explicam, é feito "na defesa de uma sociedade que escolhe a liberdade contra o medo, a diversidade contra o ódio, a memória contra o reescrever da História e a dignidade contra todas as formas de desumanização", porque "a cultura é incompatível com verdades únicas, com regimes fechados e com qualquer forma de exclusão".
"Não aceitamos retrocessos nem silêncios cúmplices. Respondemos à chamada e estamos presentes de corpo inteiro nesta luta pela preservação da nossa democracia. Não é um dado adquirido: é uma construção diária que exige memória, coragem e ação", afirmam.
No final do manifesto, "todos os amantes e defensores da liberdade, a cultura e da dignidade humana" são convidados a juntarem-se à lista de subscritores e a divulgarem-no, de forma a que "a chamada circule, a poesia saia à rua, uma vez mais, e que este compromisso se multiplique numa ação coletiva mais forte que o medo".
Os interessados em subscrever o manifesto podem fazê-lo através das páginas Manifesto Cultura Segura criadas nas redes sociais Instagram e Facebook.
Ao longo dos últimos dias têm sido várias as figuras, sobretudo ligadas à Política que tornaram público o apoio a António José Seguro, entre os quais os candidatos presidenciais na primeira volta António Filipe (PCP), Catarina Martins (BE), Jorge Pinto (Livre) e Marques Mendes (PSD), o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, dirigentes do CDS-PP como Pedro Mota Soares, Cecília Meireles e Diogo Feio, o presidente da Câmara Municipal do Porto e antigo ministro Pedro Duarte (PSD) ou o antigo ministro José Silva Peneda (PSD).
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