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Marques Mendes diz que Trump parece "mais interessado no petróleo" da Venezuela do que na democracia

Candidato considerou que "nos últimos anos, no mundo, só há violações do direito internacional", porque "as Nações Unidas não funcionam".

04 de janeiro de 2026 às 14:46

O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou este domingo que houve "uma violação do direito internacional" dos Estados Unidos da América face à Venezuela e acusou Donald Trump de parecer "mais interessado no petróleo do que na democracia".

"Que há uma violação do direito internacional - já ontem eu disse de manhã - não oferece nenhuma dúvida, não vale a pena estarmos a ser hipócritas. Há uma violação do direito internacional? Com certeza que há", afirmou.

O candidato considerou que "nos últimos anos, no mundo, só há violações do direito internacional", porque "as Nações Unidas não funcionam".

Luís Marques Mendes afirmou que "aquele golpe já se deu" e "já não se pode revogar o que acontecer", e agora a questão "é sobretudo o futuro".

"O golpe já se deu, independentemente de se concordar ou não concordar com ele", sustentou, considerando que agora têm de ser "os venezuelanos a decidir o seu futuro" e "não podem ser os Estados Unidos a substituir-se à soberania da Venezuela".

"Já que cai um ditador, e esta é a grande notícia no meio disto tudo, um ditador dos piores que o mundo teve, agora, então, que se concretize um processo democrático", defendeu, indicando ser necessário "diminuir o grau de incerteza", dar "aos venezuelanos a palavra e substituir um ditador por um regime democrático".

Marques Mendes disse também ter ficado "um pouco dececionado com o Presidente dos Estados Unidos, que parecia que estava mais interessado no petróleo do que na democracia", criticou.

"Eu estou mais interessado na democracia do que no petróleo", salientou.

O candidato presidencial voltou a pedir também que seja acautelada a segurança dos portugueses na Venezuela.

O candidato a Presidente da República falava aos jornalistas nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, no arranque de uma iniciativa de contacto com a população neste que é o primeiro dia do período oficial da campanha para as eleições presidenciais do próximo dia 18.

Luís Marques Mendes afirmou também que "a China, a Rússia, ou o Irão condenarem o que aconteceu, não é notícia, não tem surpresa", uma vez que "eram os grandes aliados do ditador que acabou de cair".

Questionado sobre a posição da União Europeia, Mendes assinalou que "não esteve a aplaudir aquilo que aconteceu".

"Mas é também por causa da Rússia que eu assumo com toda esta clareza, há uma violação do direito internacional", acrescentou.

Sobre o líder venezuelano, Nicolás Maduro, ser julgado em solo americano, Mendes assinalou que "já não é a primeira vez que acontece, já aconteceu com o general Noriega [do Panamá] há muitos anos".

Os Estados Unidos lançaram "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

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