Primeiro-ministro juntou-se este domingo ao primeiro dia oficial de campanha do candidato presidencial apoiado por PSD e CDS-PP, Luís Marques Mendes.
O presidente do PSD apelou este domingo à concentração do voto em Marques Mendes, no dia 18, de "socialistas moderados, liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos", avisando que votar em Cotrim ou Seguro não garante uma segunda volta sem "dois candidatos populistas".
Luís Montenegro juntou-se este domingo ao primeiro dia oficial de campanha do candidato presidencial apoiado por PSD e CDS-PP, Luís Marques Mendes, num almoço na Batalha, com centenas de apoiantes, fazendo um apelo ao voto útil já na primeira volta, em 18 de janeiro.
"Não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta, temos de concentrar desde já o voto em Luís Marques Mendes", apelou.
O também primeiro-ministro defendeu que Mendes representa "um porto seguro" na segunda volta -- que considerou inevitável -- não só para sociais-democratas e democratas-cristãos, mas também para liberais e socialistas moderados, e particularizou até o apelo quanto aos candidatos apoiados pela IL e pelo PSD.
"Votar em Cotrim Figueiredo, votar em António José Seguro não garante a possibilidade de se evitar que haja em Portugal uma segunda volta de umas eleições presidenciais onde possam estar simultaneamente dois populistas. Nós temos de evitar e concentrar o voto", pediu, numa referência implícita aos candidatos André Ventura e Henrique Gouveia e Melo.
Sem nunca referir os nomes destes dois candidatos, Montenegro falou em populistas "sejam vindos do espaço civil e às vezes mesmo juvenil, sejam os populistas que vêm de um espaço mais disfarçado ou militarizado"
"Nós queremos que no dia 19 o espaço moderado da social-democracia, da democracia-cristã, do socialismo moderado, dos liberais esteja na segunda volta para vencer a segunda volta", disse.
Montenegro avisou os eleitores deste espaço político que "não é hora de dispersar o voto, não é hora de andar a distribuir o voto por simpatias" ou "impulsos momentâneos", defendendo que Luís Marques Mendes é "um candidato diferente" e o mais habilitado pela sua experiência a exercer as funções de Presidente da República.
"Se nós de hoje a 15 dias falharmos a possibilidade de eleger Luís Marques Mendes não é na segunda-feira que podemos corrigir isso", repetiu.
No primeiro dia oficial de campanha, o presidente do PSD recusou também "o temor" de que eleger Marques Mendes, que foi líder deste partido, vá concentrar todo o poder "numa mesma família política", já que o Governo é suportado por PSD e CDS-PP.
"Para quem não tenha reparado, essa já é a circunstância atual e não consta que isso tenha criado nenhum problema ao país. O atual Presidente tem exatamente o percurso do futuro Presidente", afirmou, referindo-se ao antigo líder social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa.
Montenegro defendeu as características de isenção e independência de Marques Mendes se for eleito para Belém, dizendo que tem as melhores qualidade para ser "um árbitro do jogo político, da interdependência dos poderes públicos, da relação entre o setor público, o setor privado, o setor social".
"Antes da minha qualidade de presidente do PSD e da minha qualidade hoje de primeiro-ministro, eu sou, efetivamente, amigo do dr. Luís Marques Mendes, um amigo que o conhece há muitos anos, a ele e à sua família", disse.
No entanto, salientou que esta relação de amizade não é "uma antecipação de muita facilidade no relacionamento entre primeiro-ministro e Presidente da República".
"Não é esse o critério que o dr. Luís Marques Mendes vai ter. O critério único que tem no exercício de funções públicas, e eu sei-o por experiência própria, é o critério do interesse de Portugal, é o critério do interesse coletivo", defendeu.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026, com uma eventual segunda volta a 08 de fevereiro.
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