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Ventura garante que quer usar magistratura de influência para mudar Constituição

Para o candidato apoiado pelo Chega, o Presidente da República "tem uma magistratura de influência única".

14 de janeiro de 2026 às 13:51

O candidato presidencial André Ventura disse esta quarta-feira que, se for eleito, irá usar a magistratura de influência para mudar a Constituição, assegurou que aquela lei fundamental "não é a Bíblia" e que o país tem de se adaptar.

"Eu quero mesmo mudar a Constituição. Eu não ando a esconder-vos nada. Eu quero mesmo mudar a Constituição e quero incentivar o país" a essa mudança, afirmou André Ventura, que falava aos jornalistas antes de uma arruada na zona de Caxinas, em Vila do Conde (distrito do Porto).

Para o candidato apoiado pelo Chega, o Presidente da República "tem uma magistratura de influência única".

Prometeu, por isso, que, caso seja eleito, irá usar o cargo para assegurar uma mudança da Constituição no Parlamento.

"Não é preciso os meus adversários andarem a dizer: 'Ele vai mudar a Constituição'. Ouçam, leiam os meus lábios: Vou, vou", vincou Ventura, que respondia ao candidato Gouveia e Melo que o acusava de querer alterar a lei fundamental da República Portuguesa.

Questionado sobre o porquê de querer incentivar uma mudança da Constituição, André Ventura considerou que aquele documento "não é a Bíblia".

"A Constituição é dos anos 1970, tem de mudar e tem de se adaptar ao país de hoje", disse, acusando os seus adversários de quererem "mandar o país para trás".

O presidente do Chega salientou ainda que não vê "qual o extremismo" de querer tirar a nacionalidade a pessoas que cometeram crimes ou de criminalizar o enriquecimento ilícito.

Há quatro dias, numa ação de campanha na Guarda, André Ventura vincou que não queria romper com a Constituição da República Portuguesa (CRP).

"Eu não quero romper com a Constituição. Eu quero romper com a corrupção", afirmou, na altura, o também presidente do Chega, que falava antes de uma arruada, usando essa frase noutras ações de campanha.

Apesar de na altura prometer não romper com a CRP, Ventura insistia na defesa de propostas inconstitucionais, como a proibição de financiamento para a construção de mesquitas, admitindo que não concordava "com muitas coisas" que a lei fundamental tem.

Na Guarda, o candidato afirmou que uma coisa é discordar da atual redação da Constituição e outra é a intenção de romper com o documento e o seu espírito.

"Isso é falso e o PS sabe que isso é falso. Está a querer pôr medo às pessoas", disse, na altura, em resposta ao secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro.

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