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Kiev está sem defesa aérea

Nenhum míssil foi intercetado no ataque russo de quarta-feira, que matou pelo menos 17 pessoas e feriu 44 na capital ucraniana.

06 de agosto de 2026 às 01:30

O Presidente ucraniano voltou a pressionar os aliados para fornecerem à Ucrânia intercetores de mísseis balísticos, após o ataque russo na madrugada de quarta-feira que matou, pelo menos, 17 pessoas e feriu outras 44 em Kiev, a capital do país. “O alvo principal do ataque foram os armazéns de empresas civis; houve também ataques a infraestruturas e a uma estação ferroviária”, afirmou Zelensky numa publicação nas redes sociais. Oito das vítimas mortais estavam numa estação de comboios de Brovary.

Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 24 mísseis balísticos e quatro mísseis hipersónicos durante o ataque, assim como 115 drones do tipo Shahed. Nenhum dos mísseis foi intercetado, avança o jornal Kyiv Independent. “Os intercetores de mísseis balísticos poderiam ter salvado as vidas daqueles que morreram hoje [na quarta-feira]. É essencial que os nossos parceiros compreendam que os atrasos na entrega ou a relutância em fornecer sistemas antimísseis balísticos levam precisamente a estas perdas humanas”, escreveu Zelensky na rede social Telegram. As dificuldades na defesa aérea sentidas pela Ucrânia têm sido aproveitadas pela Rússia, nos últimos dias, para levar a cabo ataques em larga escala com mísseis e drones, sendo Kiev um dos principais alvos. No dia 1 de agosto, um ataque semelhante ao de quarta-feira matou, pelo menos, nove pessoas e feriu mais de 30. Zelensky esteve há uma semana na Casa Branca para sensibilizar o seu homólogo norte-americano para o problema e garantir a produção de mísseis, na Ucrânia, para os sistemas de defesa Patriot. Mas Donald Trump não se mostrou muito recetivo à ideia, apesar da promessa feita nesse sentido durante a última reunião da NATO, na Turquia. No encontro de Washington, o líder republicano também rejeitou o pedido de Zelensy para o fornecimento de centenas de mísseis intercetores adicionais para o sistema de defesa aérea Patriot, avança o jornal Financial Times.

E TAMBÉM

377 mortos em julho

O responsável pela resposta humanitária da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, condenou esta quinta-feira os ataques russos que tornaram julho o “mês mais mortífero para civis na Ucrânia, desde abril de 2022”, matando pelo menos 377 pessoas. Os ataques russos do mês passado provocaram ainda 2129 feridos.

Armazém atingido

Um armazém da Wildberries, uma das maiores retalhistas online da Rússia, foi atingido por um incêndio em Tula, após um ataque ucraniano.

Coreia do Norte apoia

Uma unidade de mísseis balísticos norte-coreana está a tomar posição na região de Voronezh, na Rússia, de acordo com o porta-voz dos serviços de informações militares ucranianas, citado pelo jornal ‘Kyiv Independent’.

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