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Putin acusa Kiev de terrorismo por afundar navio russo que transportava GNL

Fonte dos serviços de segurança ucranianos indicou que foram utilizados drones aéreos na operação, que decorreu a cerca de 2.000 km da Ucrânia.

04 de março de 2026 às 20:40

O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou esta quarta-feira a Ucrânia de terrorismo por afundar um navio russo que transportava gás natural liquefeito (GNL) no Mediterrâneo e que, segundo as autoridades líbias, se afundou entre Malta e a Líbia.

"Este é um ataque terrorista (...) Isto agrava a situação nos mercados globais de energia, nos mercados de gás, incluindo, neste caso, principalmente para a Europa", frisou Putin à televisão estatal russa.

"O regime de Kiev está, na verdade, a morder a mão da qual come, ou seja, a mão da União Europeia", acrescentou.

Moscovo acusou esta quarta-feira a Ucrânia de afundar o navio com recurso a drones navais, enquanto as autoridades ucranianas ainda não reagiram a estas acusações.

O ataque "foi lançado a partir da costa líbia utilizando lanchas rápidas não tripuladas pertencentes à Ucrânia", afirmou o Ministério dos Transportes russo em comunicado.

"Consideramos este um ato de terrorismo internacional e de pirataria marítima", acrescentou.

Em dezembro, a Ucrânia afirmou ter atacado pela primeira vez um navio-tanque pertencente à "frota fantasma" russa no Mediterrâneo.

Uma fonte dos serviços de segurança ucranianos indicou que foram utilizados drones aéreos na operação, que decorreu a cerca de 2.000 km da Ucrânia, sem especificar o local de onde foi lançada.

O Artic Metagaz é um dos quase 600 navios sancionados pela União Europeia com a proibição de acesso a portos europeus e de prestação de uma ampla gama de serviços relacionados com o transporte marítimo.

Segundo Moscovo, Tripoli e Valletta, os 30 tripulantes do navio russo estão sãos e salvos.

"Os sobreviventes foram localizados na zona de busca e salvamento da Líbia a bordo de um bote salva-vidas", informaram as Forças Armadas de Malta na noite de terça-feira.

O navio estava carregado e a caminho do porto russo de Murmansk para Port Said, no Egito.

A Autoridade Portuária e de Transporte Marítimo da Líbia informou durante a madrugada que o navio afundou após "explosões repentinas" de origem desconhecida.

A Corporação Nacional de Petróleo da Líbia (NOC) afirmou que o incêndio e o naufrágio "não tiveram impacto no fornecimento de petróleo e gás" na Líbia, "nem nas operações de distribuição de combustível no mercado local".

A empresa procurou ainda tranquilizar a população, afirmando que foram tomadas "todas as medidas necessárias" para "garantir a segurança da navegação e das operações marítimas" e que o tráfego de navios-tanque nos portos líbios continuava normalmente.

Segundo as autoridades líbias, o naufrágio localiza-se a aproximadamente 130 milhas náuticas a norte do porto líbio de Sirte.

A Autoridade Portuária da Líbia alertou outras embarcações para que não se aproximem do local devido ao risco de colisão e a possíveis fugas de gás natural liquefeito ou combustível dos tanques do navio metaneiro.

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