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Zelensky saúda acordo com Hungria que desbloqueia empréstimo da UE

Budapeste acusou até agora Kiev de atrasar a reparação do oleoduto para boicotar o fornecimento do petróleo russo à Hungria.

22 de abril de 2026 às 15:57

O Presidente da Ucrânia celebrou esta quarta-feira o acordo alcançado entre os parceiros da União Europeia (UE) e a Hungria para desbloquear um crédito de 90.000 milhões de euros a Kiev, até agora vetado por Budapeste.

"O desbloqueio é o sinal correto nas circunstâncias atuais", afirmou Volodymyr Zelensky, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Zelensky insistiu que a Rússia "deve pôr fim à guerra" que iniciou quando invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

"Os incentivos para isso só podem surgir quando tanto o apoio à Ucrânia como a pressão sobre a Rússia forem suficientes", afirmou.

O acordo no seio da UE ocorre depois de ter sido retomado hoje o trânsito de petróleo russo para a Hungria através da Ucrânia, cuja interrupção após um ataque russo ao oleoduto Druzhba em janeiro motivou o veto húngaro.

Budapeste acusou até agora Kiev de atrasar a reparação do oleoduto para boicotar o fornecimento do petróleo russo à Hungria.

Zelensky disse que "a Ucrânia está a cumprir as obrigações nas relações com a UE" e pediu que os 27 respondam com novos passos rumo à "plena integração europeia da Ucrânia".

"É importante que o pacote de apoio europeu esteja operacional em breve", insistiu Zelensky, em alusão ao empréstimo.

O chefe de Estado congratulou-se também por a Hungria ter dado "luz verde" ao novo pacote de sanções à Rússia, que Budapeste bloqueava desde o início deste ano.

Adiantou ainda que falará com os líderes europeus para que sejam abertos os grupos de capítulos das negociações de adesão, algo a que também se opunha o Governo do primeiro-ministro cessante húngaro, Viktor Orbán, que perdeu as eleições no passado dia 12 de abril.

Zelensky e outros dirigentes ucranianos têm repetido nos últimos dias que não aceitam fórmulas de adesão alternativas a uma integração plena na UE.

Kiev pede aos 27 uma data concreta para o ingresso, mas tanto Bruxelas como a maioria dos Estados-membros deixaram claro que não podem oferecer uma data, e que a entrada da Ucrânia dependerá do cumprimento dos requisitos impostos pela União.

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