Ministros do Reino Unido consideram abandonar X devido a preocupações com imagens geradas por IA
Presidente do Partido Trabalhista afirma que o governo está a discutir o uso da plataforma devido às imagens sexualizadas do Grok.
Os ministros do Reino Unido estão a considerar abandonar a rede social X devido à polémica sobre a ferramenta de Inteligência Artificial da plataforma, que tem permitido aos utilizadores gerar imagens alteradas das pessoas, incluindo crianças, sem roupa.
Anna Turley, presidente do Partido Trabalhista e ministra no Gabinete do Governo disse ao The Guardian, que estavam a decorrer conversas dentro do governo e do partido sobre a continuação do uso da plataforma, controlada por Elon Musk.
O governo tem sofrido uma pressão crescente para abandonar o X depois de a rede social ter sido inundada com imagens, incluindo fotos sexualizadas e sem roupa de crianças, geradas por uma ferramenta de IA, a Grok.
Anna Turley avançou num programa de rádio da BBC que “o X, em primeiro lugar, precisa de se organizar e impedir isto". "Eles têm o poder para fazer isso e precisamos de garantir que há consequências firmes”, disse.
Na passada sexta-feira, o X anunciou que iria limitar o uso da ferramenta de criação de imagens da Grok apenas a utilizadores pagos.
Até agora, o governo resistiu aos apelos para deixar de usar a plataforma, concentrando-se, em vez disso, nos poderes que o órgão regulador das comunicações do Reino Unido, o Ofcom, tem para tomar medidas contra o X ao abrigo da Lei de Segurança Online.
Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou na passada quinta-feira que “o X precisa de controlar isto". "A Ofcom tem o nosso apoio para tomar medidas a este respeito. Isto é errado, é ilegal e não vamos tolerar isto”, garantiu.
Alguns deputados e comissões anunciaram que deixarão de usar a rede social, incluindo a comissão de mulheres e igualdade, cuja presidente, Sarah Owen, avançou esta semana que a plataforma “não é apropriada para ser usada nas comunicações”.
Louise Haigh, ex-secretária de transportes, pediu que o governo abandonasse a rede social, dizendo que seria “inconcebível” continuar a utilizá-la, avança o The Guardian.
Outros, no entanto, estão a encorajar a que o governo permaneça na plataforma, uma vez que tem mais de 500 milhões de utilizadores ativos mensais e continua a ser uma das maiores redes sociais do mundo.
Nenhum dos principais partidos abandonou ainda a rede social.
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