Ministros do Reino Unido consideram abandonar X devido a preocupações com imagens geradas por IA

Presidente do Partido Trabalhista afirma que o governo está a discutir o uso da plataforma devido às imagens sexualizadas do Grok.

09 de janeiro de 2026 às 15:07
Ministros do Reino Unido consideram abandonar o X devido a preocupações com imagens geradas por ferramentas de IA Foto: Silas Stein/AP
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Os ministros do Reino Unido estão a considerar abandonar a rede social X devido à polémica sobre a ferramenta de Inteligência Artificial da plataforma, que tem permitido aos utilizadores gerar imagens alteradas das pessoas, incluindo crianças, sem roupa.  

Anna Turley, presidente do Partido Trabalhista e ministra no Gabinete do Governo disse ao The Guardian, que estavam a decorrer conversas dentro do governo e do partido sobre a continuação do uso da plataforma, controlada por Elon Musk.

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O governo tem sofrido uma pressão crescente para abandonar o X depois de a rede social ter sido inundada com imagens, incluindo fotos sexualizadas e sem roupa de crianças, geradas por uma ferramenta de IA, a Grok. 

Anna Turley avançou num programa de rádio da BBC que “o X, em primeiro lugar, precisa de se organizar e impedir isto". "Eles têm o poder para fazer isso e precisamos de garantir que há consequências firmes”, disse.

Na passada sexta-feira, o X anunciou que iria limitar o uso da ferramenta de criação de imagens da Grok apenas a utilizadores pagos. 

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Até agora, o governo resistiu aos apelos para deixar de usar a plataforma, concentrando-se, em vez disso, nos poderes que o órgão regulador das comunicações do Reino Unido, o Ofcom, tem para tomar medidas contra o X ao abrigo da Lei de Segurança Online.  

Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou na passada quinta-feira que “o X precisa de controlar isto". "A Ofcom tem o nosso apoio para tomar medidas a este respeito. Isto é errado, é ilegal e não vamos tolerar isto”, garantiu. 

Alguns deputados e comissões anunciaram que deixarão de usar a rede social, incluindo a comissão de mulheres e igualdade, cuja presidente, Sarah Owen, avançou esta semana que a plataforma “não é apropriada para ser usada nas comunicações”. 

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Louise Haigh, ex-secretária de transportes, pediu que o governo abandonasse a rede social, dizendo que seria “inconcebível” continuar a utilizá-la, avança o The Guardian.

Outros, no entanto, estão a encorajar a que o governo permaneça na plataforma, uma vez que tem mais de 500 milhões de utilizadores ativos mensais e continua a ser uma das maiores redes sociais do mundo.  

Nenhum dos principais partidos abandonou ainda a rede social. 

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