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Abate de 17 milhões de martas na Dinamarca à margem da lei abre ‘guerra’ entre governo e oposição

Medida preventiva da disseminação de mutação genética do novo coronavírus já motivou demissão do ministro da Agricultura.

20 de novembro de 2020 às 18:47

Está aberta a ‘guerra’ no Parlamento dinamarquês, após o governo ter dado ordem para abate de entre 15 a 17 milhões de martas, animal onde as autoridades de saúde detetaram uma mutação do novo coronavírus que já infetou 200 pessoas no país e que, segundo o executivo, poderia pôr em causa a eficácia de uma futura vacina contra a Covid-19. Após a demissão do ministro da Agricultura, Mogens Jensen, o Partido Liberal (PL) pede agora a demissão de Mette Fredriksen, primeira-ministra social-democrata.

Em causa está o facto de se ter ordenado o abate de todas as martas no país à margem da lei, uma vez que o governo dinamarquês só tinha autorização para abater estes animais nas zonas mais afetadas por surtos de Covid-19.

"Queremos que a primeira-ministra faça o mesmo. Queremos que reconheça que, quando o governo comete um erro, a responsabilidade é dela", disse Jakob Elleman-Jensen, que encabeça o PL, à Deutsche Welle. O pedido foi entretanto já subscrito por outros partidos da oposição, incluindo o Partido Popular Dinamarquês.

Mette Fredriksen já garantiu que não se demite, apesar de reconhecer o erro de ter tomado uma decisão sem ter base legal para tal, e defende-se dizendo que a decisão foi tomada tendo em conta as informações, recomendações e conselhos recolhidos junto das autoridades de saúde.

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