Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
2

"Acabou-se", Puigdemont assume derrota

Líder separatista diz que “o governo ganhou” e que se sente “sacrificado”.
Ricardo Ramos 1 de Fevereiro de 2018 às 01:30
Puigdemont
Puigdemont
Carles Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont
Carles Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont
Carles Puigdemont
O líder separatista catalão Carles Puigdemont admitiu, em mensagens enviadas a um ex-colega de governo, que o sonho da independência unilateral "acabou" e que se sente "sacrificado" pelos aliados separatistas. A troca de mensagens foi apanhada pelos fotógrafos e o desabafo privado de Puigdemont tornou-se público, levando ontem o líder catalão a tentar conter os danos, garantindo que continua determinado a "seguir em frente".

As mensagens (ao lado) foram enviadas na terça-feira para o telemóvel de Toni Comín, um dos ex-conselheiros que estão refugiados com Puigdemont em Bruxelas. Comín, que estava num evento político, deixou-se apanhar pelos fotógrafos a ler as mensagens, que ontem caíram que nem uma bomba na Catalunha. "Puigdemont deve dizer em público aquilo que já diz em privado", afirmou a vice-PM Soraya Sáenz de Santamaría. Inés Arrimadas, do Cidadãos, foi ainda mais contundente: "Há meses que mantêm esta farsa. Está na hora de dizer a verdade às pessoas", afirmou.

Puigdemont admitiu no Twitter a autenticidade das mensagens, que foram enviadas horas depois da suspensão da sessão de investidura. "Sou humano e também tenho dúvidas. Mas sou o presidente do governo e não voltarei atrás por respeito, gratidão e compromisso com os cidadãos. Seguimos em frente", garantiu.

Cúpula separatista arrisca inabilitação
O adiamento da sessão de investidura, na passada terça-feira, pode ser fatal para as aspirações de Puigdemont. Segundo o ‘El País’,  o juiz Pablo Llarena, do Supremo Tribunal, tem praticamente pronta a acusação formal por sedição e rebelião contra os líderes do processo separatista e deverá formalizá-la até ao final de março, o que significa que Puigdemont e os seus aliados ficarão automaticamente proibidos de ocupar cargos públicos.

As mensagens:
‘‘Voltamos a viver os últimos dias da Catalunha republicana’’

‘‘O plano da Moncloa triunfou. Espero que seja verdade e possam sair todos da prisão (...)"

‘‘Espero que entendas que isto acabou. Os nossos sacrificaram-nos, pelo menos a mim. Vocês vão ser conselheiros mas eu serei sacrificado"

"Não sei o que me resta da vida (espero que muita) mas vou dedicá-la a pôr em ordem estes dois anos e a proteger a minha reputação (...) Vou dedicar-me à minha defesa"
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)